segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Reflexões fim-de-semanais

Muitos dos meus leitores - na verdade todos os leitores, que na verdade não são muitos - têm reclamado junto de mim por uma maior actividade bloguística que não se tem verificado no presente mês, ao contrário das promessas aqui consignadas. Decidi politizar um pouco o meu blog e como mandam os manuais da arte, vai daí e, decidi não cumprir promessas; vicissitudes.
Mas nestas coisas, como se sabe, ou como se devia saber, ou como se gosta de dizer, até mais do género, para ser sincero, como forma de se desculpar, outra vez como manda a arte, custa a retomar; a máquina já não está oleada e quando se dá por ela temos frases deste género, ou seja, totalmente imperceptíveis. Caguei! Está escrito, e agora não vou apagar o que escrevi. O meu tempo é cada vez mais valioso e nesta altura do ano nada funciona como deve ser, silly season dizem. E eu sou um tipo de modas! Apesar de ainda não andar sobre as novas alpercatas Croc’s!
Assim, lá fui eu com o clássico chanato, passar um fim-de-semana a Sagres que como gosto de dizer fica na ponta do mundo mas dizem-me os mais conhecedores que afinal é Portugal – intelectuais da geografia. Fui com mais seis amigos, quatro meninos e duas meninas ou não fosse uma reunião de amigos da universidade. Há escolhas que se repercutem para o resto da vida e pôr uma cruzinha em “engenharia” naqueles impressos quando ainda não se tem 17 anos pode ser um erro que nos acompanhará até ao sepulcro e para os quais devíamos estar alertados. É o problema da televisão que temos que não faz serviço público como deve ser. E muito há a dizer sobre esse fim-de-semana, como aliás me sugeriram! O problema com que me deparo é que, sim senhora e tal daria um belo post, verdade, mas sugestões houve uma, ameaças houve cinco! Isto, cingindo-nos aos grupo que me acompanhou. E perante isto, surge a questão moral de toda a conjuntura que envolve o espectro de acontecimentos acontecidos neste par de dias que foi este acontecimento inesquecível. Será que devo relatar de forma sóbria, imparcial e sem omissões o que se passou na vila de Sagres ou, por outra, devo salvaguardar idoneidade dos meus amigos para realizarem feitos que, aos meus olhos são dignos de uma narração que os enalteça? Optaria pela primeira mas visto bem as coisas, eles até são grandinhos e é a minha integridade física que está em causa. É que represálias ainda é coisa para aleijar. Não são só bigornas!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Pensamentos pe(caninos)

Estava a pensar quem seria o meu melhor amigo. Diz que o melhor amigo do homem é o cão. Eu nem tenho cão, e sou muito homem. Mas os cães safam-nos sempre. O Instituto Nacional de Estatística diz mesmo que segundo uma análise o elemento cão figura nas preferências de razões explicativas não verídicas, conselhos e posições de cópula dos portugueses. A título de exemplo, a desculpa “O meu cão comeu-o!” figura antes da clássica “Tive um furo” ou ainda da “O meu despertador não tocou!”, bem como o “Compra um cão!” se assume na posição cimeira do rol de preferências no capitulo dos conselhos dados a outrem.

Novela-anglo-hispano-não-suba-nem-desça-com-o-carro-em-movimento-para-o-menino-e-para-a-menina


Meninos e meninas, mais meninos que meninas, uma vez que hoje é de carros que se fala. Desde ainda mal abria os olhos e já o meu pai me sentava comodamente no sofá ao domingo para ver a Formula 1. Presto aqui homenagem a esse senhor que, tendo consciência de que faz bem aos petizes ir à bola e não cumprindo com essa obrigação, compensava com outras coisas, das quais destaco o beber leite do pacote; enfiar grandes pedaços de pão na boca, com os quais é impossível falar; e, precisamente, os fins-de-semana automobilísticos. Pode-vos tudo isto parecer normal mas há muito menino que domingo é apenas sinónimo de missa e fazem xixi sentados.

Porém com o desenvolvimento da tecnologia e os investimentos astronómicos na prova rainha do automobilismo, esta tem vindo gradualmente a cair no desinteresse dos adeptos. Já não há as ultrapassagens e o espectáculo de outrora está a desaparecer. Ainda havia aí o tempo dos encostõezinhos do Schumacher que lá davam para animar a coisa mas não era como o tempo do Ayrton e do Prost! Aquilo era o Benfica-Sporting dos motores e havia os que preferiam a garra do brasileiro e os que admiravam a frieza do gaulês! Hoje é tudo demasiado perfeito e para perfeição chegam-nos as miúdas de mini-saia que vagueiam pelas boxes e com os chapeuzinhos de sol na grelha de partida!

No entanto, na presente época, a modalidade voltou a captar as atenções. Não pelo ganho da espectacularidade mas pelos joguinhos dos bastidores. E as poucas raparigas, que resistiram até esta parte do texto agora esboçam um sorriso pois é de intrigas que elas gostam mais! Não é dos carecas! Nem dos feios, porcos e maus! Este ano a McLaren tem uma perfeita equipa de “gajas” – e ponho gajas entre aspas porque obviamente ninguém poria uma ao volante de um F1, quanto mais duas (falo de gajas, não de aspas)! Alonso e Hamilton proporcionam uma bela troca de acusações e ofendem-se mutuamente enquanto disputam o campeonato (bem vistas as coisas isto não é assim tão cena de gaja assim pois elas preferem elogiar o novo penteado com um sorriso trocista, para em seguida o criticarem no chazinho com scones com as amigas).

Adiante, esta novela serve para uma profunda e séria reflexão. No desporto dá para avaliar comportamentos humanos que valem a pena a ser analisados. Em Portugal, parece-me que a generalidade das pessoas toma o partido do britânico mas isso deve-se à tradicional rivalidade ibérica. Creio que o tuga gosta sempre de ver o hermano a levar na corneta! Eu até simpatizo com o povo vizinho mas não com este Alonso. Parece-me mimado ao reclamar que canalizem todos os esforços para a sua pessoa e não suporta que a filosofia de igualdade da escudaria que integra, se traduza, por vezes, na superioridade do colega. Hamilton, alimenta a situação ao recusar as recentes ordens sistemáticas do patrão para se deixar ultrapassar. E é aqui que se coloca a questão moral sobre a sua atitude – Será justo, alguém que aufere tão volumoso ordenado, contrariar quem lhe põe o pão na boca? Na minha opinião, depende do compromisso que celebraram, contudo aprecio a decisão do rapaz de não se subjugar às decisões discutíveis da equipa no último grande prémio. Pode ter, para si, consequências negativas no futuro pois é característica dos patrões gostarem de empregados cumpridores mas eu preferia contratar alguém com alguma dose sensata de irreverência e recusa de submissão. Vai mais de encontro ao perfil do vencedor, digo eu. Além de que eu como adepto, prefiro não ver corridas fabricadas nas boxes.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Duas grandes bananalidades, no verdadeiro sentido da coisa


Ainda a propósito de 1 de Agosto e para vos conduzir a cultura geral aos pináculos da cultura geral, você sabia que neste dia nasceram Yves Saint Laurent (1936) e Ney Matogrosso (1941)? A avaliar pela profissão do primeiro e pela foto do segundo, eu não gostaria de ter saído do ventre materno neste dia! Estatísticas, amigos, estatísticas!

Bananalidades


Começou Agosto, oitavo mês do calendário juliano, mês das festas e romarias. Diz que por esta altura entra tudo de férias! Tudo não, este blog e o menino que nele escreve, não! Vai daí e decidi presentear-vos com um post especial, bem perto do que anda por aí nos blogues vizinhos. Vou falar-vos da vida, mas não no sentido abstracto da coisa e portanto e consequentemente e até de modo oposto ou mesmo aplicando outra qualquer classe gramatical, tipo advérbio, que possa contrastar o abstracto de que falei há pouco, confrontando-o de certo modo com o sentido mais concreto da coisa de que vos queria falar e de que é a vida. Da minha vida.

Pois, hoje, acordei, a custo, e apenas com um ou dois toques, talvez três, do meu despertador que bem vistas as coisas é o meu telemóvel que até dá para fazer mais coisas como telefonar, às 7:35 da manhã; para ser preciso. Agosto tem destas coisas e poupa-me uns minutos de trânsito a caminho do emprego que se podem compensar ao ser bem empregues noutros tantos preciosos minutos de sono. Mas mais minuto, menos minuto de sono, não me tira o sono, e cá estou eu mais uma vez cheio de sono. Isto de se trabalhar e dormir menos e portanto e consequentemente e até de modo oposto ou mesmo aplicando outra qualquer classe gramatical, tipo advérbio, que possa contrastar o menos com o, logicamente e por oposição, mais, dá para aumentar o consumo de café. Hoje, já vou na minha segunda dose chavenal de café, o que recuando a 2006, e abstraindo-nos do facto de que vivi parte desse ano num país onde o café é uma grande m&$d/ (coisa com uma cor bastante semelhante à do café mas, que presumo, que sabe pior, pelo menos cheira!), era impensável. Resumindo e não baralhando: acordo cedo, deito-me tarde e bebo muito mais café do que no passado. Resumindo ainda mais: durmo pouco, bebo mais café do que antes. Para além disto tudo, hoje em dia trabalho e tenho um blog. Hoje comi caril de galinha e amanhã vou para o Sudoeste. Vai Manu Chao! Eu também vou! Meti o meu primeiro dia de férias. Há quem me acuse de ser um forreta das férias. Não sou, vou tirá-las todas! Como, do verbo comer, sempre no mesmo restaurante, e estou farto! Estou ainda mais farto do caminho para o emprego. Até que enfim que veio o calor do Verão. Tenho um carro com ar condicionado. O meu carro é o mais porco que há. Tenho muito pouca paciência para lavar carros, se bem que já o fiz uma vez e não é assim tão chato. Saio às 17:30 e ainda faltam 3 horas! Este post é para aí o pior que escrevi. Logo quando disse que vos ia presentear. Bem, azar o vosso, já podiam ter desistido de ler isto. Eu também já podia ter parado de escrever, mas tenho mesmo muito pouco que fazer hoje. Amanhã já vai ser diferente e só espero ter energias para chegar ao fim do dia. Nem que beba aquela bebida energética, da lata fininha, prateada azul e que têm um nome de duas palavras e a primeira começa por R. Isto não é para vos confundir, mas se calhar há uma lei que não me permita fazer publicidade gratuita. Também não me pagam para isso! Por falar nisso, recebi ontem o ordenado! As pessoas só trabalham por dinheiro? Ou também para se manterem ocupadas. Eu já fiquei uma data de tempo sem trabalhar e não é assim tão chato. Só quando chove e não há ninguém para combinar nada! Mas isso não é suposto acontecer em Agosto! Acho que estou a precisar de férias… Se calhar sou mesmo aquilo que algumas pessoas me acusam, um forreta das férias.