
Devo dizer que esta ideia irrompeu da minha recente ida à casa de banho. Não vou falar dos tempos medievais e do “Aqui vai água!” antes de ir mesmo, directamente de um balde, transpondo uma janela e podendo eventualmente aterrar num qualquer transeunte mais distraído! Mas é que nesta última visita aos lavabos constatei que me tinha esquecido do telemóvel e nos dias que correm este utensílio está para mim como o papel higiénico, ou seja é indispensável e destronou a revista do Patinhas! Passo a explicar: quando dei inicio à minha actividade profissional, esta de actividade tinha muito pouco e aqui o jovem recém-licenciado frequentava assiduamente as instalações sanitárias, não só para o seu “momento All Bran” diário, como também para outras duas importantes tarefas. Espreguiçar-me à maluca da modorra causada pela posição tomada em assento durante todo o dia e bater os recordes dos jogos do telemóvel recém-adquirido. Devo-vos confessar que o facto de me ter olvidado do instrumento telefónico portátil me causou tristeza e estranheza mas fez-me concentrar na minha evacuação fecal de tal maneira que o pobre coitado que tentou entrar a seguir (e reparem que usei o verbo “tentar”) queixou-se que nunca tinha sentido tamanha demonstração de força! Eu sem dizer nada, esbocei um ténue sorriso de triunfo e orgulho! Obro como ninguém!
Outra coisa, sem a qual consigo respirar, na actualidade, é o nariz. E o controlo remoto – o melhor amigo do homem – pelo que quando deparo que a minha irmã mai’nova o deixou num local fora do meu raio de alcance após sentar-me no sofá central fico fulo da vida chegando por, não raras, vezes a ter inclusive de me levantar.
Para terminar o rol de cenas que nos fazem bué falta vou escolher, não a electricidade, não as cadeiras de escritório com rodinhas, não o baton do cieiro, mas sim algo que não levanta polémicas, o micro-ondas e as comidas pré-preparadas (sejam pelo Marco Bellini ou pela Mãe no dia anterior).
Bem, ainda antes dar corda aos sapatos gostava só de apresentar aqui o meu desagrado no que (des)respeita àquelas tampas novas das garrafas de água mineral para o pseudo-desportista. Não gosto dessa coisa, prontos. Acho que só há duas formas de beber água dos recipiente munidos com essas tampas – ou tipo bebé mamão, o que diga-se é ridículo na minha idade, ou tipo à gajo estiloso com o precioso liquido a cair lá do alto mas que, no meu caso, resulta quase sempre em molha!
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