sexta-feira, 1 de junho de 2007

Criançada

Todos os anos civis, pelo primeiro dia do sexto mês se celebra o dia da criança. Eu há muito que não sou brindado nesta data e agrada-me pensar que tal facto se deve aos meus progenitores reconhecerem no seu descendente natural, portanto eu, um elevado sentido de maturidade que se vai manifestando há um largo período de anos. Nem a minha avó me dá os tradicionais 5 euros do “ vai lá beber um cafezinho, Bernardo!”. Eu não me chateio que me troquem o nome quando isto envolve o recebimento de uma determinada quantia monetária, qualquer que ela seja. É mais ou menos quando os arrumadores, vulgos “carochos” levam o correspondente dos 50 paus com um “Fica bem Sócio!”. É por estas e por outras que os meus procriadores também não levam nada no dia deles. Se ainda houvesse “Dia dos Pais” em detrimento da versão separada “Dia do Pai” e “Dia da Mãe”, talvez tivessem mais sorte.
Não obstante, a verdade é que eu gostava de voltar à infância. Acho essa vida de petiz toda muito mais simples. É verdade que há escola e às vezes castigos. Mas entre a escola e o trabalho parece-me que opto pela escola. Na escola há recreio e mais tempo livre. Para alguns sortudos, nalguns colégios, as meninas até andam todas de saía. Claro que os putos até podem contra-argumentar que o vencimento salarial lhes permitiria adquirir grandes montantes de doces mas eles tem armas muito fortes – a choradeira desalmada e o beicinho! Eu hoje até tenho herpes labial, uma versão modo doente para distraído ver do beicinho e não me trouxe sorte nenhuma! Presentes nem vê-los!

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