sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Pés no chão

A propósito do último post, disseram-me que mesmo para Mim era mais fácil ser, vá, mesmo desafinado, uma vedeta rockabilly do que reinar o mundo. Acho que me disseram isso, não pela facilidade em obter uma cunha no mundo discográfico mas porque é, a modos, difícil de ser Deus! Não sei, é verdade que o Zé Cabra ainda atingiu o sucesso, temporário é certo, mas foram mais do que os 15 minutos de fama. Subiu ao palco do mítico Arraial do Técnico, porque teve a ousadia (desfaçatez? sorte? estupidez?) de, aquando da sua visita anual a terras lusas no mês de Agosto, preterir investir os seus cobres ganhos na indústria metalúrgica daquela terra na Suíça onde o Benfica joga e ganha sempre na pré-época (eles são uns coxos que tem tanto jeito para dar uns chutos na bola como o Zé para compor melodias) para, ao invés, aplicar os tostões num produtor lá para os lados de Várzea de Meruge. Enfim, discos qualquer um grava, ser Deus é que não é para todos, mesmo que nos ponham a falar com eco, num estúdio da Beira Baixa, ou Alta, conforme sejam as nossas ambições. Posto isto, decidi concentrar-me em algo humano, algo que tivesse capacidade de desempenhar, com o devido reconhecimento. Quando penso em deuses na terra, lembro-me logo de um nome e, pista, não é o Jesus, o Dalai Lama que por cá anda, a Princesa Diana ou o Alberto João Jardim. Penso no único homem* que, sem chatices, tem sete moças bem apetrechadas para seu próprio gáudio? Sim, Hugh Hefner, idealizador e fundador da marca Playboy. Eu podia ser o seu sucessor, agora que o homem já apresenta uma idade desenvolvida. Eu tenho os pés bens assentes na terra e sei, de dentro de mim, que me podia entregar à causa com sucesso. Era capaz de passar dias inteiros de roupão de cetim, apaparicado por umas babes de cabelo louro resplandecente e seios generosos. Eu tenho os pés bem assentes na terra mas podia tê-los, não tão bem assentes assim, na divisão da mansão com o chão saltitão.


*excluindo os monhés que estão no céu, e dizem, ter à disposição uma dose infindável de senhoras e chamuças.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Ambições divinas


Todos nós, mais ou menos, ou quase todos, pelos menos uma boa parte de nós, gostaríamos de deixar uma marca neste mundo e ser alguém com valor que possa ser relembrado para a posterioridade. Eu não sou excepção. Houve uma altura da minha vida que pensei que o melhor mesmo era mamar uns copos e comer umas gajas. Mas, depressa percebi que só era bom na parte do mamar copos e isso às vezes dá umas valentes dores de mona no dia seguinte, pelo que voltei à minha ambição de querer ser grande! Podia ter sido um Maradona mas nasci destro e na primária puseram-me num colégio sem campo da bola onde era proibido jogar no recreio. Uma merda! Desde tenra idade que se viram goradas as minhas hipóteses de singrar no mundo do futebol. Portanto, assim de repente a outra forma que vejo de saltar para o estrelato e ter posters centrais nas revistas de teenagers é ser uma estrela rock e eu não fui abençoado com dotes musicais.
E, assim, cá fui eu, rastejando nesta minha vida talhada para a mediocridade deixando-me levar pelo destino. “Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente”, disse Séneca um dia. Acho que foi há muito tempo! Mas desde antes de anteontem para cá que percebi que tinha perfil para ser um Gajo importante. Eu podia ser Deus!
E o que despertou em Mim esta vontade de ser Ele? Duas coisas. Um telefonema e a entrevista recente do Jorge Jesus na qual afirma, mesmo que em tom irónico, se calhar até em jeito de pergunta “Os outros clubes dão aos milhões por avançados, e eu, porque sou Jesus, Pai do Céu, consigo jogadores a 50 mil euros e fazê-los grandes.” Fiquei impressionado pois segundo ele (o Jesus, o de Belém, do Restelo) foi Deus que lhe deu a capacidade de ler o jogo. Acho que não falava do jornal desportivo! É um facto que ele tem capacidades e Eu terei as minhas. Apercebi-me disso quando me foi enviado o sinal na passada sexta-feira.
Passo a explicar tudo. Eu tenho dois telefones portáteis em casa. Ora acontece que o que se ouve mal está no meu quarto e eu sou preguiçoso. O resultado é que atendo nesse, por estar ali à mão e depois, se é para mim, lá vou eu trocar de aparelho. Da última vez resolvi falar com os dois ao mesmo tempo, à galifão! E falei com eco! E quem fala com eco? Lá está, Deus, o próprio. Deixei-me ficar naquilo uns tempos enquanto que na Sic Radical a Sónia Tavares, vocalista dos The Gift, em concerto com transmissão em directo tocou uma música inteira de braços bem abertos. Coincidência? Não me parece. Como respondeu o treinador do Belenenses quando lhe perguntaram se sentia que, quando está a olhar para a equipa, só o Jesus a está a compreender – “Disso não tenho dúvidas nenhumas. Eu é que sou o pensador.”

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Pá, cenas...


Meus amigos - aliás, amigos e amigas, para ser socialmente correcto – volto a ser pressionado para escrever no meu blog, tarefa que não vem sendo executada nos últimos tempos. Mas querem o quê? Ninguém me paga para isso! Atenção: não estou, agora, a armar-me em cromo só porque o meu blog (ou blogue, assim se fala em bom português e evita-se uns risquinhos do corrector ortográfico do Word, a vermelho e a sublinhar as palavras mal escrevidas, ups, mais risquinhos…) está prestes a alcançar a invejável marca das 700 visitas. Quem me paga é o meu patrão e esse pede-me para fazer outras coisas, tipo obras! E à excepção de martelada não há grandes pontos em comum entre as obras e a escrita do presente blogue. Acho que as mães - sim porque entre estas há sempre características em comum - nos dizem quando somos tenrinhos “se não estudas, vais para as obras!” tantas vezes quanto “bebe leite que faz crescer” ou “come a sopa senão o Pai Natal não vai ser bonzinho para ti este ano”. A minha, enganou-me com todas. Para além de ser pequenino, estudei, e pimbas, fui para as obras na mesma que até me lixei! Mas são estas coisas que formam carácter. Bem, já perdi o fio à meada e estou um bocado baralhado nas ideias, mas mal ou bem já aqui têm um post (qual é a tradução disto? poste? blog - blogue! post - poste? humm, não faz sentido, digo eu!) que tanto reclamavam. Não se podem queixar, até porque o blogue não tem livro de reclamações e, meus amigos, aliás amigas e amigos, nem pensem em comunicar às autoridades competentes que isso é coisa para ser ilegal e depois quem leva a ripada sou eu!

Nota: falo em “amigos e amigas”, não para criar uma certa empatia com o típico leitor deste blogue, mas porque não acredito que haja alguém que faça o sacrifício de ler isto sem nutrir uma certa simpatia pela minha pessoa ou ir jantar de vez em quando lá a casa.

Bem, já me encontro para aqui a escrever há uns largos minutos e não digo nada de jeito! Eu cá, se fosse a vocês, ainda saltava era umas linhas de texto que não se perdia nada! Mas ainda bem que eu não sou vocês porque até gosto de ser eu e uns de vocês até são capazes de ser um pouco parvos - resolvi escrever isto, não para perder os meus leitores (dizem-me que se contam pelos dedos) mas para sondar quem realmente lê os textos com atenção e quem salta as linhas, pois isto de ofender desta forma gratuita deve dar direito a deixarem uns comentários com uns palavrões.

Enfim, este texto está uma bela de uma bela de uma bela de uma porcaria porque, permitam-me o paralelismo, já que faço poucos, voltar a escrever no blog após umas semanas é como tentar dar à ignição, no Inverno, a um chaço com 20 anos que não anda há uns meses ou como comer uma carcaça com 3 dias, portanto, difícil.

Para acabar resta-me informar-vos que este fim-de-semana vou experienciar a minha primeira despedida de solteiro. Entendam que não me vou casar pela primeira vez, na verdade não cometi nenhuma estupidez e vou continuar solteiro e bom rapaz (leram agora isto com atenção amigas leitoras?). Só pretendo comunicar que na próxima semana, se o meu calendário o permitir, poderemos ter aqui uma semana profícua no que concerne ao retomar dos tempos áureos do blog, se é que os houve.

E é tudo, obrigado e adeus!