
Para espanto geral, o pior momento de 2007 ocorreu durante o período de férias. Mais uma vez fui em viagem e mais uma vez me esqueci de um acessório útil. Já é um clássico. Ele já foi carregador de telemóvel, ele já foi toalha de banho, ele já foi chinelos, ele já foi [digam qualquer coisa que achem imprescindível em viagem, insiram nestes parêntesis rectos, e ele provavelmente já foi isso]! Mas uma situação que costuma ser comum a todas as minhas viagens é precisamente a ausência de um corta-unhas na minha mala. A minha última jornada não foi excepção. Estranhei, no entanto, o facto de numa viagem organizada, nenhuma das pessoas mais próximas de mim (falo de umas 7 ou 30, não me recordo) ter a porcaria de um corta-unhas! Quero acreditar que esses indivíduos com quem me dou cortem as unhas dos pés e, especialmente, que o façam nos dias que antecedem imediatamente ao separação das suas residências onde estarão, porventura, instaladas as instalações sanitárias munidas de todos esses artigos. E lá estava eu, a passar férias na neve, longe da minha residência, sem o desejado item e tendo de calçar as botas para a prática desportiva de inverno, sendo que qualquer milímetro é importante nesse capítulo. Eu que parecia uma águia, tal eram as garras afiadas que possuía. Se houvesse embrulhada na neve e acabasse tudo à porrada eu só tinha que começar com rotativos à Chuck Norris e ainda degolava algum marreta com piores intenções. Finalmente lá consegui cortar as unhas com uma tesoura de centímetro que descobri no meu canivete. Saibam, contudo, que a referida tesoura cortava as unhas pior que as minhas próprias unhas e foram precisas horas para tal procedimento. Um filme, o pior do ano passado!
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