quarta-feira, 30 de abril de 2008

Aniversário


O blog faz um ano! Sim, epá, uau! Parabéns! É caso para isso, para felicitar. A mim? Obrigado senhores, são de uma extrema simpatia mas quem deve ser saudado são os senhores do blogger que ainda não apagaram este lixo electrónico. Mas é de assinalar este feito. O meu par de leitores merece-o. Pais, este post é para vocês.

Vou falar-vos do meu novo estilo de vida dado que sou uma pessoa mudada. Para os que não têm tido o privilégio de privar comigo nestes últimos tempos, vivo agora sozinho, aos dias úteis. No miolo da semana estou longe dos meus progenitores por motivos profissionais. Sim, eu consigo, sim, estou a tornar-me um homenzinho! E se há obstáculos a testarem-me… Muitos são só bocas, ah e tal, isso não é nada! Tá bem, tá! Garganta, é só garganta. A minha casa reúne um sem número de precariedades das quais resulta uma quase impossibilidade de habita-la. Senão vejamos ó meninos da tvcabo, reis do comando e da arte do mudar o canal. Eu até vou trabalhar de bom grado de manhã pois as possibilidades na TV, a essa hora, são entre o bate-papo do Claúdio Ramos e as suas vizinhas e as tagarelices do Manel Luís Goucha numa camisa de uma qualquer cor que faça doer os olhos. Ao menos antes de jantar posso meter no primeiro canal da televisão pública e ter a eventual oportunidade de assistir àquele gordo, cujo nome não me recordo agora, do Preço Certo ter um ingurgitamento do miocárdio e vá, com alguma sorte, perecer em directo. Mas se julgam que ter só 4 canais é a minha única desgraça – amigos, calma lá com vocês, andam equivocados, e muito! Viver numa casa de praia em pleno Inverno é duríssimo. Sabem bem como é a construção portuguesa… Sintoma de que vai mal é estar entregue a pessoas como eu. Pézinhos frios na tijoleira e muito espirro pela noite. E todo o napron que forra a mobília do lar? Um atentado ao bom gosto!

Pois é, começo-vos a abrir os olhos para vida, se calhar agora pensam um bocado antes de falar. O menino que vive na habitação sem máquina de lavar a loiça afinal é um sobrevivente.

No fundo ainda não me afiz a esta nova versão de vida adulta. Decidi acompanhar esta minha escrita de um chazinho de maçã com canela, para dar ares de intlectual. Certo que quando me lembrei da água a ferver, há uma linha atrás, já não havia água no recipiente. Olha, serve para aquecer a casa, já que o maior exercício que aqui faço é coçar-me!

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