terça-feira, 8 de julho de 2008

Fónix!


Raios! C’um corisco! Irra! Estou fulo da vida!

Bem sei que isto é uma maneira um pouco homossexual de praguejar, chega até a roçar a larilice, mas tenho medo da - espera lá, medo não, não sou nenhum caga-para-dentro! – censura internauta, que no outro dia ouvi falar, no telejornal da noite, de um blog removido da cena literária online.

Eu quero apenas expressar toda a minha revolta com a minha (falta de) sorte! É verdade que há tipos com um azar do camandro, relatos de pouca fortuna que até a mim me comovem. Sim, não o vou negar nem reclamar para mim o título de mais azarado do planeta mas há um capítulo em que ninguém me bate! Epá, falem com quem quiserem. Primo, prima, cão da Gertrudes…Na boa! Podem até ter ouvido falar dum tipo lá para os lados do Oriente, que eu até nunca lá pus os pés. Chamem alguém para um duelo, o que quiserem. Não há gajo que escolha pior filas do supermercado do que eu! Não há e prontos!

Na última semana fui 3 vezes ao supermercado, 3 vezes que fiquei enfadado, impaciente, indisposto, sôfrego. Em suma e em bom português, muito aborrecido (se pensavam que vinha aí um palavrão do caraças tenho pena mas sou um tipo educado). Posso ir ao fim-de-semana, ao dia útil, pela manhã, à tarde, no centro da cidade, nos arrabaldes metropolitanos, ao grande estabelecimento de consumo desenfreado, à mercearia do Sr. Anibal, eu vou para demorar e para ser sair de lá como se tivesse sido possuído à força por um elefante num dia chuvoso de inverno! Eu apanho o gordo que passa o cheque, de quase ordenado mínimo, 396,54 € para o qual tem que ser reconhecida a assinatura do BI que não está logo à mão. Eu apanho a quase-quarentona coquete, que leva o filho que sabe que dois pares de Coca-Cola de 2 litros dão direito a uma Fanta de metade do volume, quando todos os caixas desconhecem tal facto! Eu apanho a mulher que não prescinde dos dois cêntimos de troco nem aceita o saco de plástico, ao invés! Resumindo: eu apanho uma seca do caraças!

Eu que pensava que o lado da manteiga no chão era a maior malvadeza do Murphy…

Sem comentários: