terça-feira, 15 de maio de 2007

As grandes mentiras do nosso tempo


Citando Teixeira de Pascoaes em A saudade e o saudosismo “É na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civilização moderna. Ela firma-se, como tão claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira política, na mentira económica, na mentira matrimonial, etc... A mentira formou este ser, único em todo o Universo: o homem antipático. Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.”

Na minha opinião a lista que segue contém as maiores falsidades à solta por esse mundo fora e que em nada servem de suporte a uma sociedade justa baseada em bons valores.

“O Pai Natal existe” – Sim! OK! E quem explica a fita métrica e a carpete para o quarto no Natal’93!? Logo no ano em que eu tirei 5’s a quase tudo no 6º ano (Religião e Moral e Educação Musical foram as únicas manchas no currículo)!

Gosto tanto do filme Molin Rouge e da música do James Morrison, a sério!” – Este tipo de juras por parte do sexo masculino apenas tem intuito de induzir na jovem inocente crenças do suposto lado sentimental e sensível do rapaz que profere estes palavras apenas com os intentos de avivar o brio da jovem em causa. Isto tudo partindo do principio que o elemento feminino é jovem, caso contrário já devia ter juizinho para não cair nesta esparrela.

“O Mantorras é bom jogador!” – Mentira! É o caneco! O homem já vai para não sei quantos anos, não tira o Nuno Gomes da frente e nem com a carta angolana vai a lado algum!

“Bebe leite que faz crescer.” – Faz o tanas! Tretas de muitas mãezinha e vózinhas por esse país fora. Sempre me “pintaram” isso e qualquer outro alimento que dava entrada no meu sistema digestivo ficava a boiar em precioso liquido. Escusado será dizer que são argumentos sem fundamento pois registo uns tacanhos 169 centimetros no BI. Até o Simão é mais alto! Ao menos tenho uns ossos duros como raio e a única vez que parti qualquer coisa foi o dedo pequenino do pé quando jogava futebol pelos corredores da minha casa e este se ficou por uma quina. O São Francisco Xavier nunca tinha visto uma fractura total daquele género.

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