
A monarquia está na moda! Isto não é uma frase-choque nem se fundamenta nos autocolantes da bandeira azul e branca colados no porta-bagagens dos carros (geralmente carrinhas Volvo ou carros antigos, para aí do tempo dos próprios reis, brancos, tipo electrodoméstico) nem nas audiências do casamento da Letícia com o outro tipo espanhol. Não falo também das primeiras páginas dos tablóides britânicos que falam do maço de cigarros que o Harry bafou naquela noite em que foi sair à noite com aquela gaja ordinária da mini-saia rosa-choc que fez um manguito a um fotografo furtivo. A monarquia está na moda pela quantidade de reis, nacionais e além-fronteiras, que por ai andam, senão vejamos:
- Rei Leão – dos reis mais conhecidos, taco a taco com o Rei Artur, vendeu uma data de ingressos para o cinema a uma data de criançada.
- Rei dos Frangos – titulo reclamado por uma churrasqueira take away que nasceu em Leiria e já se expandiu por esse Portugal fora mas normalmente atribuído a Costinha, agora a militar no plantel Belenense.
- Rei das Chaves – Zé Manel que tem uma arrecadaçãozinha no centro comercial aqui da zona e que se acha capaz de competir com as míticas Chaves do Areeiro. Aqui há um par de anos cobrou-me imenso por uma chave rasca para o carro que eu tinha conseguido partir na fechadura. E ainda dizem que não há gajos brutos como dantes!
- Martin Luther King – assinou um dos mais emblemáticos discursos de sempre. Eu tento apenas postar um texto com algum nível.
- King Kong – o mais mediático gorila, com agilidade suficiente para trepar o Empire State Building. Tinha mais energia que o macaco Adriano.
- Burger King – fornece o menu mai’barato com a maior quantidade de calorias.
- Nat King Cole – um tipo da música, se bem que o Rei acho que era o Elvis.
- Preservativos King Size – os que me ficam melhor!
- Reinaldo – o bate-chapas da minha ex-oficina. Não o conheci muito bem porque sou um exímio condutor.
- Bolo Rei – não percebo porque este bolo é rei quando há bué putos que não gostam de frutas cristalizadas.
- Cristo Rei – o tipo não se mexe mas é o maior da margem sul.
- Rei do Carnaval de Loulé – todos os anos é coroado um novo mas o povo, sábio, diz que mais vale Rei por um dia do que Conde uma vida!
2 comentários:
Ainda não havia parado pra pensar nessa moderna monarquia. Já refleti sobre os impérios, sobre o consumismo.
Mas nunca sobre um regime monárquico instaurado(?), talvez porque a palavra rei transmite grandeza e por isso querem ser reis.. pra serem grandes.
Achei engraçado este post, porém ele é verdadeiro...
Desculpe a intromissão.
Até mais.
Caro ruan, obrigado pelo comentário. São sempre aceites intromissões, aqui no meu blog sou rei mas não há censura ou ditadura.
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