
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Boas

Hoje na minha habitual e matinal incursão pela segunda circular rumo ao emprego fui bastante tempo atrás de uma carrinha branca daquelas para levar uma família de ciganos ou outro qualquer tipo de material. E quando digo bastante tempo não estou a exagerar, pois como devem constatar pela informação do trânsito que assola todos os noticiários radiofónicos e televisivos, as Torres de Lisboa ou o Radar andam sempre de mãos dadas com a segunda ponte do Feijó, Pina Manique, Recta dos Comandos ou Alto da Boa Viagem. Eu já nem dou ouvidos a estes noticiários pois são a coisa mais repetitiva do mundo juntamente com os filmes pornográficos e as memórias descritivas que se escrevem no meu local de emprego. A propósito, renovaram-me o meu contrato e não gosto de andar atrás de carrinhas brancas dessas grandes pois tapam-me a visibilidade e vejo-me obrigado a reduzir o tempo de travagem. Mas estas carrinhas têm a vantagem ou de pertencerem a uma família de bimbos e portanto serem um atractivo visual a nível de decoração ou de terem uns anúncios que nos dá para manter entretido uns segundos. A que eu segui hoje era de uma empresa que se chama “Bom dia”. É simpático darem-me os bons dias durante a hora que estou metido num engarrafamento mas é um nome, no mínimo, estúpido para se dar a uma empresa. Imaginem que telefonam para lá e a telefonista até é simpática e tem o bom hábito de cumprimentar após identificar a empresa. No caso de efectuarmos o contacto telefónico no período matinal corremos o risco de ouvir um duplo bom dia ao passo que se telefonarmos após o almoço vamos pensar que esta está um pouco baralhada com o “Bom dia. Boa tarde!”. Se for empresa para trabalhar à noite não há como não pensar que a telefonista anda metida nos copos – “Bom dia. Boa Noite!”.
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