quinta-feira, 14 de junho de 2007

Observância de preceitos religiosos

Nunca acreditei muito em Deus. A não ser quando estava à rasca para passar num exame ou assim. E sempre que não consigo desencantar uma desculpa para não ir à Igreja numa daquelas datas especiais torna-se um esforço imensurável não adormecer. Isto porque não sou homenzinho para por palitos nos olhos. Dá ares de que dói! Na verdade ouvir aquele Padre dos Jerónimos; o monocórdico que com mais ou menos, mais para mais do que para menos, ou pelo menos não tanta assim, boa-fé deu a noticia – e isto ouvi eu – de que o “Pai Natal não existe” e logo num dia em que o templo cristãos estava pejado de putos; é qualquer coisa de muito chato. Só mesmo ao nível de ouvir aquele gajo naquele canal que tem 3 barras de índices económicos a passar em rodapé a velocidades distintas.
Começando por citar Charles Baudelaire que um dia disse “Deus é o único ser que, para reinar, nem precisa existir.” – frase que, com a qual concordo mas que apenas coloquei aqui porque acho que dá pinta à coisa – vou justificar a minha falta de crença no Senhor. E vou fazê-lo com factos, porque como alguém disse, este agora já não sei quem foi “contra factos não há argumentos”.
Pois então se o
criador do Universo fosse um ser supremo, infinito e perfeito, pela lógica das coisas teria criado um Mundo perfeito para nós habitarmos. E, vamos aqui ser sinceros, este planeta está longe de ser perfeito. Nem sequer vou arrumar a questão com a fome no mundo e com as guerras porque há muita menina a querer virar top-model e muito rapazinho a ver o Rambo e a brincar com os Action Man em criança. Sem ir muito longe, basta a ir à Amadora ou até à Quarteira agora que há auto-estrada, para ver que o mundo não foi acabado com primor ou requinte. Depois, nos tempos que correm ainda há muita miúda com buço.
OK, o sacana pode não ter elevado sentido estético mas a sua existência não está em causa! Estão enganados! Se a Nossa Divindade alguma vez existisse, o clube que enverga a cruz de Cristo ao peito já teria muito mais títulos e os sarrafeiros do Boavista ainda andavam a zero.
O mundo é tão mal gerido como o nosso país e nunca ouvi ninguém gabar tanto um politico sem ser a malta de Gondomar ou Felgueiras! A única diferença de Deus para os nossos políticos é que Este ao menos não faz promessas. A ver os pastorinhos, são os únicos que conheço a terem falado com ele e nunca ganharam nada com isso. Nem uma chave do Totobola. Ou foi com Nossa Senhora? Não obstante, Religião e Moral já lá vai; se Ele fosse verdade nunca teria dado ao incompetente do São Pedro o cargo de reger as condições climatéricas. Quantos já são os fins-de-semana a meio do ano que ele manda chuva para eu não poder ir à praia?

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