
Flores há muitas. Como os chapéus. E há dos mais variados tipos e feitios. Eu não percebo nada disso e acho que só ofereci uma na vida. Teve que ser. Foi uma rosa, como não podia deixar de ser, mas também porque para além destas só conheço os girassóis, tulipas e malmequeres. E como era para uma rapariga, ou era isso ou um arranjo floral que ultrapassava em larga escala o meu orçamento. Acho que o ter dito “rapariga” foi uma prolixidade pois nunca tive conhecimento de um oposto de género sexual que gostasse de receber flores. Adiante, não devo ser um romântico incurável pois creio que oferecer/receber flores é, por assim dizer, uma parvoíce (a história da minha obsessão por casas de banho só vem confirmar a coisa). A minha mãe que faz anos no mesmo dia que eu, é sempre presenteada/bombardeada com dezenas de ramos florais em tão solene data e torna-se inevitável não pensar que aquele orçamento podia ser gasto de maneira bem mais proveitosa com oferendas para o seu rebento. Eu, em minha defesa, tenho a dizer que quando ofereci a rosa o fiz no dia 13 de Fevereiro, portanto estrategicamente na véspera do dia dos namorados, altura em que os preços ainda não subiram em flecha e se pode sempre reclamar originalidade. Sobre o dia dos namorados, apraz-me também dizer que sou contra. Este ano, para agravar as coisas, todos esses enamorados em conjunto com a nação benfiquista entupiram as artérias Lisboetas e conseguiram com que eu demorasse a módica quantia hora e meia a chegar a casa!
A propósito de choquinhos fritos, essa especialidade de Setúbal não tenho mesmo muito a comunicar uma vez que, vai-se a ver e nunca provei! Mas como não gosto de moluscos posso quase-quase afirmar categoricamente que não posso apreciar tal prato gastronómico.
Aaaah! Sinto mesmo que isto foi uma lufada de ar fresco literária! Sinto um novo perfume nestas linhas. Também, pudera, dado o teor dos textos anteriores...












