quinta-feira, 31 de maio de 2007

Preocupações


Reli o meu blog. Após absorver toda a informação, constatei com inquietação que os temas abordados são invariavelmente os mesmos, mais ou menos. E são eles, miúdas e, mais vexatório, casas de banho! Com franqueza, não vos posso prometer não tocar mais nestes assuntos mas hoje decidi falar de algo radicalmente diferente. Vou falar de flores e de choquinhos fritos. Não tenho é muito por onde me alargar no que respeita ambos.
Flores há muitas. Como os chapéus. E há dos mais variados tipos e feitios. Eu não percebo nada disso e acho que só ofereci uma na vida. Teve que ser. Foi uma rosa, como não podia deixar de ser, mas também porque para além destas só conheço os girassóis, tulipas e malmequeres. E como era para uma rapariga, ou era isso ou um arranjo floral que ultrapassava em larga escala o meu orçamento. Acho que o ter dito “rapariga” foi uma prolixidade pois nunca tive conhecimento de um oposto de género sexual que gostasse de receber flores. Adiante, não devo ser um romântico incurável pois creio que oferecer/receber flores é, por assim dizer, uma parvoíce (a história da minha obsessão por casas de banho só vem confirmar a coisa). A minha mãe que faz anos no mesmo dia que eu, é sempre presenteada/bombardeada com dezenas de ramos florais em tão solene data e torna-se inevitável não pensar que aquele orçamento podia ser gasto de maneira bem mais proveitosa com oferendas para o seu rebento. Eu, em minha defesa, tenho a dizer que quando ofereci a rosa o fiz no dia 13 de Fevereiro, portanto estrategicamente na véspera do dia dos namorados, altura em que os preços ainda não subiram em flecha e se pode sempre reclamar originalidade. Sobre o dia dos namorados, apraz-me também dizer que sou contra. Este ano, para agravar as coisas, todos esses enamorados em conjunto com a nação benfiquista entupiram as artérias Lisboetas e conseguiram com que eu demorasse a módica quantia hora e meia a chegar a casa!
A propósito de choquinhos fritos, essa especialidade de Setúbal não tenho mesmo muito a comunicar uma vez que, vai-se a ver e nunca provei! Mas como não gosto de moluscos posso quase-quase afirmar categoricamente que não posso apreciar tal prato gastronómico.
Aaaah! Sinto mesmo que isto foi uma lufada de ar fresco literária! Sinto um novo perfume nestas linhas. Também, pudera, dado o teor dos textos anteriores...

Imprescindibilidades da vida moderna


Mais uma vez surge na minha pessoa a talante de sublevar o nível deste blog. Deste modo, aspiro a comentar e apontar comodidades sem as quais já não estamos avezados, nem tencionamos viver.
Devo dizer que esta ideia irrompeu da minha recente ida à casa de banho. Não vou falar dos tempos medievais e do “Aqui vai água!” antes de ir mesmo, directamente de um balde, transpondo uma janela e podendo eventualmente aterrar num qualquer transeunte mais distraído! Mas é que nesta última visita aos lavabos constatei que me tinha esquecido do telemóvel e nos dias que correm este utensílio está para mim como o papel higiénico, ou seja é indispensável e destronou a revista do Patinhas! Passo a explicar: quando dei inicio à minha actividade profissional, esta de actividade tinha muito pouco e aqui o jovem recém-licenciado frequentava assiduamente as instalações sanitárias, não só para o seu “momento All Bran” diário, como também para outras duas importantes tarefas. Espreguiçar-me à maluca da modorra causada pela posição tomada em assento durante todo o dia e bater os recordes dos jogos do telemóvel recém-adquirido. Devo-vos confessar que o facto de me ter olvidado do instrumento telefónico portátil me causou tristeza e estranheza mas fez-me concentrar na minha evacuação fecal de tal maneira que o pobre coitado que tentou entrar a seguir (e reparem que usei o verbo “tentar”) queixou-se que nunca tinha sentido tamanha demonstração de força! Eu sem dizer nada, esbocei um ténue sorriso de triunfo e orgulho! Obro como ninguém!
Outra coisa, sem a qual consigo respirar, na actualidade, é o nariz. E o controlo remoto – o melhor amigo do homem – pelo que quando deparo que a minha irmã mai’nova o deixou num local fora do meu raio de alcance após sentar-me no sofá central fico fulo da vida chegando por, não raras, vezes a ter inclusive de me levantar.
Para terminar o rol de cenas que nos fazem bué falta vou escolher, não a electricidade, não as cadeiras de escritório com rodinhas, não o baton do cieiro, mas sim algo que não levanta polémicas, o micro-ondas e as comidas pré-preparadas (sejam pelo Marco Bellini ou pela Mãe no dia anterior).
Bem, ainda antes dar corda aos sapatos gostava só de apresentar aqui o meu desagrado no que (des)respeita àquelas tampas novas das garrafas de água mineral para o pseudo-desportista. Não gosto dessa coisa, prontos. Acho que só há duas formas de beber água dos recipiente munidos com essas tampas – ou tipo bebé mamão, o que diga-se é ridículo na minha idade, ou tipo à gajo estiloso com o precioso liquido a cair lá do alto mas que, no meu caso, resulta quase sempre em molha!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Greve geral


Caríssimos leitores

Em virtude do acontecimento em epigrafe vimos por este meio comunicar que o blog assegura as condições mínimas de funcionamento como se pode verificar pelo presente post, ainda que de dimensões reduzidas.

Gratos pela compreensão, sem mais de momento subscrevemo-nos com elevada estima e consideração.

Os melhores cumprimentos,

A gerência

P.S. – Hoje não há pipis!

terça-feira, 29 de maio de 2007

Ai sim?


Há dias assim... assim, tipo assim-assim! Não me apetece fazer nada mas estou aborrecido de não fazer nada! Aborrecido ou chateado, não sei bem! Tive uma namorada que fazia distinção entre estes dois estados de espírito mas nunca percebi muito bem a diferença, devia ser para me chatear. Ou aborrecer.
Pergunto-me, será que vou ser dessas carcaças chatas que se arrastam nos centros de saúde a queixar-se da vida e a competir com os semelhantes sobre qual é possuidor de mais doenças? Prefiro, sinceramente virar um daqueles velhotes que vai para a rua jogar às cartas e gabar as moças de tenra idade que vão passando, ainda que sejam uns trambolhos!
Adiante, como estou muito pouco ocupado e período laboral resolvi entreter-me. Como já fiz o clássico tour pelo sites da actualidade desportiva resolvi dedicar um pouco do meu tempo ao presente blog, mas acontece que estou desinspirado! Sempre me questionei sobre o estro dos escritores e do que redigem quando a veia poética não está em altas. Parece-me a mim que vos parece que estou a divagar, e no fundo até tenho que vos dar razão.
Disseram-me, no entanto, aqui há 3 ou 12 anos que os grandes autores têm uma musa inspiradora e vai daí decidi olhar para a foto que ilustra um post anterior intitulado “Gostosona”. Não deu resultados, a minha concentração veio por aí abaixo! Sem ninfa, sem concentração, sem inspiração, vale a pena continuar este texto? Provavelmente não, mas eu sou um lutador, um persistente e o que é certo é que já se passaram uns minutos desde que comecei estas linhas e se não fosse isto e uma evacuação do ventre menos consistente e mais insistente que o normal a atirar-me com alguma frequência para os lavabos e hoje morria de tédio aqui na secretária.
Um abraço a todos e não se metam nas drogas.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Reinação


Gosto de pensar que sou um tipo moderno. Não porque seja um produto desta sociedade que muitos caracterizam como ausente de valores, não! Eu até me identifico com o sexo sem compromisso e com a compra on-line de produtos horto-agrícolas mas não sou dominado pelos ímpetos do consumo irreflectido e desenfreado! O que me faz crer na minha hodiernidade é o facto de não me rever nos princípios monárquicos. Devem pensar que ando demasiado desactualizado pois a proclamação da república está quase a fazer 100 aninhos e já nem é do tempo da minha avó mas estão equivocados. E, por isso, convido-vos a embarcarem comigo nas próximas linhas.



A monarquia está na moda! Isto não é uma frase-choque nem se fundamenta nos autocolantes da bandeira azul e branca colados no porta-bagagens dos carros (geralmente carrinhas Volvo ou carros antigos, para aí do tempo dos próprios reis, brancos, tipo electrodoméstico) nem nas audiências do casamento da Letícia com o outro tipo espanhol. Não falo também das primeiras páginas dos tablóides britânicos que falam do maço de cigarros que o Harry bafou naquela noite em que foi sair à noite com aquela gaja ordinária da mini-saia rosa-choc que fez um manguito a um fotografo furtivo. A monarquia está na moda pela quantidade de reis, nacionais e além-fronteiras, que por ai andam, senão vejamos:





  • Rei Leão – dos reis mais conhecidos, taco a taco com o Rei Artur, vendeu uma data de ingressos para o cinema a uma data de criançada.


  • Rei dos Frangos – titulo reclamado por uma churrasqueira take away que nasceu em Leiria e já se expandiu por esse Portugal fora mas normalmente atribuído a Costinha, agora a militar no plantel Belenense.


  • Rei das Chaves – Zé Manel que tem uma arrecadaçãozinha no centro comercial aqui da zona e que se acha capaz de competir com as míticas Chaves do Areeiro. Aqui há um par de anos cobrou-me imenso por uma chave rasca para o carro que eu tinha conseguido partir na fechadura. E ainda dizem que não há gajos brutos como dantes!


  • Martin Luther King – assinou um dos mais emblemáticos discursos de sempre. Eu tento apenas postar um texto com algum nível.


  • King Kong – o mais mediático gorila, com agilidade suficiente para trepar o Empire State Building. Tinha mais energia que o macaco Adriano.


  • Burger King – fornece o menu mai’barato com a maior quantidade de calorias.



  • Nat King Cole – um tipo da música, se bem que o Rei acho que era o Elvis.


  • Preservativos King Size – os que me ficam melhor!


  • Reinaldo – o bate-chapas da minha ex-oficina. Não o conheci muito bem porque sou um exímio condutor.


  • Bolo Rei – não percebo porque este bolo é rei quando há bué putos que não gostam de frutas cristalizadas.


  • Cristo Rei – o tipo não se mexe mas é o maior da margem sul.


  • Rei do Carnaval de Loulé – todos os anos é coroado um novo mas o povo, sábio, diz que mais vale Rei por um dia do que Conde uma vida!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Formação


Entre bafos de charuto e tragos valentes num copo de wiskey velho com duas pedras, surgiu à conversa com um amigo um tema que desde logo achámos merecedor de uma profunda reflexão. E preparem-se amigos pois o que aí vem é filosofia no seu estado mais puro e selvagem. Mas enquanto ganham fôlego para tal tenho uma confissão a fazer pois sou incapaz de vos camuflar a verdade – o assunto que se segue para além de ser da responsabilidade do interveniente não surgiu em nenhum fumício mas sempre achei que ambientes envoltos numa bruma de exalação tabágica tinham o seu quê de coolness, especialmente se servirem de anfitrião a uma bela jogatana de poker envolvendo apostas com grandes montantes de valor cambial ou equivalente. Adiante, discutia-se o critério de selecção das mulheres face ao sexo oposto.
Estou certo que muitos de vós já nem estão neste paragrafo dada a contingência do que se pretende aqui a dissecar. Para não entrar em grandes teses teóricas e especulações decidimos, à homem diga-se, dividir os machos em dois grandes grupos distintos, para a modos que simplificar a coisa. Então ele há-los assim: bonzinhos e charmosos; e mauzões e javardolas! Atenção, não é que sejamos todos assim, tendo que reunir estas características – também não sou nenhum fundamentalista, caramba! – mas acho que todos nós tendemos a desviar para uma destas doutrinas, está-nos no sangue! Eu digo pertencer ao segundo grupo, mais até pelo javardola do que pelo mauzão; enquanto que o amigo com quem debatia interessante tópico coabita no primeiro conjunto. No entanto, a pergunta que aqui se impõe é: qual das escolas vale a pena seguir, qual das atitudes traz melhor resultados? Não sei (isto falando em termos estritamente essenciais nos quais se manifesta interesse, ou seja, tendo em mente a facturação. Tudo resto se torna evidentemente secundário).
Não sei se por sermos humildes ou se por sermos uns falhados, ambos consideramos o grupo a que não pertencemos como o mais vantajoso. Mas, o que se verifica, é que existem variados casos de sucesso nas duas abordagens. E registamos isso com agrado pois no nosso grupo de amigos próximos, existem ocorrências de referência em ambos os espectros.
Portanto, posto isto, resumindo e abreviando, há uma esperança para todos! Embora, ponto assente, não se possa compreender o lado feminino eu já vi, com estes que a terra há de comer, muitos campeões do engate com estratégias distintas. Parece-me que o conta é a atitude e o trabalho! Só com esforço e dedicação se pode almejar a glória; portanto meus amigos parem lá com essas leituras bloguistas, tirem os olhos do monitor, levantem-se da cadeira e façam-se à vida!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Gordura é formosura!

Gostava de aqui deixar uma palavras sobre o reivindicar dos atentados em Beirute por parte do Fatah al-Islam mas a actualidade internacional nunca foi o meu forte pelo que vos vou confessar que nunca achei muita piada a miúdas roliças! Tenho amigos que, por vezes, tem por costume caracterizar de forma elogiosa miúdas com uns kilinhos a mais com um panegírico “aquela tem tudo no sitio certo”! Realmente algumas chegam a ter uns apêndices mamários bem generosos mas isso não é tudo na vida. E pronto, era isto!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

A melhor coisa do mundo


Chegou a altura de se debater um assunto realmente sério e filosófico com intuito de não tornar este blog demasiado frívolo. Deste modo pretendo reflectir sobre umas das grandes questões do nosso tempo. Não vou aqui dissecar da finidade do Universo ou da existência de forças sobrenaturais. Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos? Porque é que não correm com o Nuno Gomes do ataque da selecção? Não! A questão que me faz carburar o cérebro é “Qual é a melhor coisa do mundo?”.
Se fosse um crominho da net colocava já aqui uma votação com várias opções depois transformadas num graficozinho às cores bem catita mas como não sou e, adivinhem, não o vou fazer. Em vez disso vou tentar responder a uma das interrogações mais pertinentes da humanidade apenas com base na minha sabedoria e poder de observação e...tchanam! A resposta é “pulseirinhas que dêem acesso a uma qualquer tenda VIP com bufete grates e bebidas à pala”!

E como não sou tipo de debitar coisas sem as fundamentar aqui vai a minha explicação. Ora vejamos, uma vez Luís Figo disse “Pois quando tu marcas um golo é como atingires um orgasmo, não?”. Daqui deduzo que marcar golos é bom, se bem que eu sou moço para ter marcado uns quantos nos meus jogos de quinta-feira lá da empresa e nunca fiquei no auge. E alguns deles foram tentos de belo efeito depois de um nó cego sobre o defesa central! Também já ouvi dizer que “o melhor do mundo são as crianças” e alguém proferir “esta sopa de agrião é a melhor coisa do mundo” mas convenhamos que estas pessoas são, sem querendo ofender, parvas e nunca comeram um bom bife mal passado com ovo a cavalo nem nunca estiveram num aniversário de um puto de 7 anos onde faltassem smarties!

Mas para não me apelidarem também de parvo vou confirmar a minha teoria em factos científicos e estatísticos. Os estádios da liga bwin estão sempre às moscas pelo que os golos não podem ser o melhor que por ai há. A taxa de natalidade tende sempre a diminuir pelo que manda as opções “crianças” e “sexo” à vida. Mesmo que digam que esse argumento não tem efeito por causa dos contraceptivos que permitem que um gajo não tenha rebentos aos pontapés independentemente da sua actividade sexual; bem, até podem ter razão mas... Atentem na quantidade de galifões atrás de um croquete e de um gin tónico numa festa VIP e a fila de um qualquer bar de alterne. É mais do que sabido que um evento que misture travessas de salgadinhos, miúdas de mini-saia e compósitos etílicos em grande quantidade está destinado ao sucesso!

terça-feira, 15 de maio de 2007

As grandes mentiras do nosso tempo


Citando Teixeira de Pascoaes em A saudade e o saudosismo “É na faculdade de mentir, que caracteriza a maior parte dos homens actuais, que se baseia a civilização moderna. Ela firma-se, como tão claramente demonstrou Nordau, na mentira religiosa, na mentira política, na mentira económica, na mentira matrimonial, etc... A mentira formou este ser, único em todo o Universo: o homem antipático. Actualmente, a mentira chama-se utilitarismo, ordem social, senso prático; disfarçou-se nestes nomes, julgando assim passar incógnita. A máscara deu-lhe prestígio, tornando-a misteriosa, e portanto, respeitada. De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras.”

Na minha opinião a lista que segue contém as maiores falsidades à solta por esse mundo fora e que em nada servem de suporte a uma sociedade justa baseada em bons valores.

“O Pai Natal existe” – Sim! OK! E quem explica a fita métrica e a carpete para o quarto no Natal’93!? Logo no ano em que eu tirei 5’s a quase tudo no 6º ano (Religião e Moral e Educação Musical foram as únicas manchas no currículo)!

Gosto tanto do filme Molin Rouge e da música do James Morrison, a sério!” – Este tipo de juras por parte do sexo masculino apenas tem intuito de induzir na jovem inocente crenças do suposto lado sentimental e sensível do rapaz que profere estes palavras apenas com os intentos de avivar o brio da jovem em causa. Isto tudo partindo do principio que o elemento feminino é jovem, caso contrário já devia ter juizinho para não cair nesta esparrela.

“O Mantorras é bom jogador!” – Mentira! É o caneco! O homem já vai para não sei quantos anos, não tira o Nuno Gomes da frente e nem com a carta angolana vai a lado algum!

“Bebe leite que faz crescer.” – Faz o tanas! Tretas de muitas mãezinha e vózinhas por esse país fora. Sempre me “pintaram” isso e qualquer outro alimento que dava entrada no meu sistema digestivo ficava a boiar em precioso liquido. Escusado será dizer que são argumentos sem fundamento pois registo uns tacanhos 169 centimetros no BI. Até o Simão é mais alto! Ao menos tenho uns ossos duros como raio e a única vez que parti qualquer coisa foi o dedo pequenino do pé quando jogava futebol pelos corredores da minha casa e este se ficou por uma quina. O São Francisco Xavier nunca tinha visto uma fractura total daquele género.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Gostosona!

Agora que captei a vossa atenção vou aproveitar para vos esclarecer quanto ao titulo do blog. A pitangueira não é uma arvore que dá pitas mas uma árvore que dá pitangas. É uma pequena árvore que após alguns anos de crescimento moderado pode atingir os 8 m de altura, o que no entanto já faz cinco de mim! O tronco é tipicamente algo tortuoso e bastante engalhado, pelo que dá para trepar sem grande esforço, como se quer! As flores são brancas, suavemente perfumadas, melíferas e abundantes em pólen. Aos alérgicos e fungosos, não se recomendam piqueniques nas imediações a não ser que queiram mesmo impressionar a bebé com um cheirinho agradável dando-lhe umas pitangas à boca em vez do tradicional morango! As flores localizam-se nas axilas/sovacos das folhas e são hermafroditas (este texto está ficar esquisito). O fruto prende-se à arvoreta por meio de um pedúnculo com dois ou três centímetros de comprimento (para pedúnculo este tamanhinho é no mínimo ridículo). A pitanga é uma baga de 1,5 a 3 cm de diâmetro, de bela aparência e apresenta oito sulcos longitudinais. Entre selecções de pitangueiras, notam-se diferenças sobretudo quanto à forma, tamanho, cor e sabor do fruto, portanto podia ser um ananás que ninguém desconfiava! A sua coloração é alaranjada, vermelho–sangue ou mesmo roxa (quase preta) e torna esta fruta muito ornamental. A polpa da pitanga é macia, doce ou agridoce, cheirosa, deliciosa. Muitas das variedades tendem a ser um pouco ácidas, mas homem que é homem nunca se queixa, nunca! Só quando não assinalam um penalty clara contra a equipa adversária, nos anulam um golo limpo nos descontos e afins! Para as meninas numa análise de 100 gramas de polpa de pitanga foram constatadas 38 calorias. Para os nelos, o estudo do comportamento reológico da polpa de pitanga na faixa de temperatura de pasteurização de 83º a 97ºC determinou que a polpa de pitanga apresentou comportamento pseudo plástico e o modelo de Herschel-Bulkley foi considerado o mais adequado. Os índices de comportamento de fluido, variaram na faixa de 0,448 a 0,627. O efeito da temperatura sobre a viscosidade aparente pôde ser descrito pela equação análoga à de Arrenhius, observando-se a diminuição da viscosidade aparente com o aumento da temperatura. A energia de activação do escoamento viscoso da polpa de pitanga, para a taxa de deformação de 100s-1, foi de 2,947 Kcal.gmol-1.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Empreendedorismo


Era uma vez, há muitos, muitos anos atrás, quando andava na primária (sim que eu sou um rapaz com instrução apesar dos erros que possa dar nos meus textos). Depois de começar com um “Era uma vez...” não há volta a dar, nunca sei como terminar uma frase, porra! Adiante, lá para 87/88, o João Pedro, tipo gorduchinho – sim, não vou dizer “para o forte” - que frequentou as mesmas salas de aulas que eu na primária teve uma atitude que marcou a minha infância para todo o sempre e ainda hoje tem repercussões na maneira de ser da minha pessoa.

Para que compreendam melhor o episódio que vou descrever vou tentar caracterizar as personagens envolventes tentando conferir-lhes uma certa dimensão humana e uma carga emotiva.

O João Pedro era um moço meio “banana”, simpático, divertido mas por vezes um pouco irritante. Para terem ideia, eu sou um tipo muito pacato, e a única vez que andei à bulha foi com o João, no recreio ao pé do escorrega. Era Carnaval e eu estava mascarado de Zorro ou Punk (acho que durante a minha infância apenas alternei entres estes dois sujeitos, na pré-primária ainda fui o Donald mas chorei porque achava que era à menina) e ele de Cowboy. Levou uma biqueirada no cu, que é mesmo assim! Para não se armar em Chico-esperto! Sendo meio gordito e tendo óculos meio fundo de garrafa, já para a altura, era o típico miúdo de que as miúdas não queriam saber. Para os que me conhecem a descrição até pode corresponder à minha pessoa mas o João Pedro exagerava nestes atributos, caramba.

Depois havia a Catarina, loira, olhos verdes ou azuis. Bem, não eram castanhos! Boa figura. Nos quatro anos de primária acho que foi a única menina que convidei para os meus aniversários. Ele lá ia, brincar aos Lego’s com os rapazes. Na altura acho que os pais obrigavam os putos a ir às festas e pôr camisa. Hoje em dia ela ou não ia ou era uma porca! Os gajos são lixados!
(Nota – nos dias que correm já não convidava só uma miúda, é uma estratégia muito má. Ataco em várias frentes e deixa-me mais hipóteses em aberto)

E no dia 14 de Fevereiro de um ano na década de 80 ( a das permanentes e dos enchumaços) o JP decide dar um presente do dia dos namorados à Catarina. Que romântico, um saco plástico a transbordar de Tou’s! Eu ri-me. “Ganda totó” pensei.

Pois é, a Catarina quando foi presenteada corou e o resto da turma sorriu! Mas no dia seguinte ela retribuiu o acto também com presente e eu roí-me de inveja!
Essa data mudou-me para sempre. O mundo não era dos bonitos mas dos com atitude! Tentei ter mais iniciativa e tornei-me mais independente. Aprendi a piscar o olho; comecei a cortar as unhas dos pés e a tirar as espinhas do peixe em vez de pedir à minha mão para o fazer. Foi uma lição de vida! Ainda hoje recordo esse momento antes de beber um trago valente de vodka redbull para ir falar com as miúdas na pista de dança.

Nota do redactor: “Tou” era o cromo dos Bollycao’s; eu tinha aos milhares dado a minha dieta ser rica neste alimento, mas nunca dei um Tou a ninguém porque eu era um Tou egoísta. Para esclarecer os mais novos, o cromo em questão era uma espécie de Tazo que depois saíram nas batatas fritas (empresários das batatas, saibam que os meus preferidos sempre foram os pega-monstros). Para a minha geração, nesse período temporal, a roda dos alimentos só tinha dois queijinhos, o dos Bollycao’s e o dos bolos Panrico’s com cobertura de chocolate – esses tinham um boneco de plástico do He-Man enfiado lá para o meio.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Filías


Por vezes tenho pena de não ser filiado em nada ou de ter um gosto desenvolvido por certo assunto ou coisa em particular. Não tenho mesmo especial fascínio por carros apesar de o meu pai assinar a Turbo desde o primeiro número, o que já perfaz uma quantidade de anos e equivale para aí a uma viagem à volta do mundo ou uma motorizada; mas sei que a minha virilidade não está em causa pois sou adepto assíduo da bola e gosto de gajas, boas de preferência! Gostava de gostar mesmo de qualquer coisa!

Isto tudo para pegar no assunto da aquariofilia, algo que me intriga. Não tenho nada contra tipos que coleccionem aquários e peixinhos tipo Nemo. Aliás até me lembro de quando era puto dos meus 3 anos e qualquer coisa ter um ganda aquário na marquise. Eu e a minha irmã até chegávamos a ter um peixe favorito cada! O meu primo ainda aguentou essa coisa mais tempo e confesso que até nutríamos alguma simpatia em meter os peixinhos no lavatório, ver quanto tempo aguentavam fora de água e de os mandar pia abaixo quando algum acidente lhes ocorria. Hoje em dia ainda mantenho amigos que possuem aquários com o kit todo (água, plantinhas, limpador e, claro, peixes) mas faz-me confusão perceber o porquê disso quando se ultrapassa a barreira dos 20 anos! Depois até há sites e revistas da especialidade, provavelmente tunning!

Peço desculpa a todos os amantes da aquariofilia, eu que até fui ao oceanário duas vezes durante a Expo’98 (quando não se pagava), mas vejo sempre estes indivíduos ou como bananas ou como um qualquer gajo que posteriormente quer adquirir uma piscina de piranhas virar vilão e dominar o mundo!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Actualidades

Segundo a Bird Protection Belgium em Anderlecht, “deviam acabar já com a palermice dos testes sanguinários que servem de base aos estudos para a cura do cancro pancreático no priolo (ave açoriana ameaçada de extinção) e submeterem o Pombo do Rossio a essas medidas cruéis”. Recorde-se que mais de 500 priolos foram testados entre 1999 e 2003 para se examinarem células do cancro pancreático com intuito de identificar no seu interior moléculas minúsculas chamadas microRNA (miRNA). Aparentemente, certos níveis destas moléculas podem ajudar a distinguir o cancro do pâncreas do tecido vizinho não canceroso e do tecido pancreático inflamado. Com estas declarações a bolsa portuguesa que seguia a meio da sessão praticamente inalterada, com o índice PSI-20 a recuar apenas 0,01 por cento, para 12.242 pontos, sofreu uma queda acentuada depois do almoço. Os ganhos da Portugal Telecom e do BES – de 0,2 e 1,6 por cento, respectivamente – eram contrabalançados pelas quebras da EDP e do BPI – em torno de meio por cento –, numa sessão que estava a ser marcada pelo avanço de dez títulos, a diminuição de nove e a manutenção de um título ao preço da véspera. O grupo dos títulos em baixa era liderado pela Milho Açoreana SA, que caia 1,42 por cento, para 2,05 euros, seguida do BCP, cuja cotação estava nos 4,27 euros.
A titulo de curiosidade o Pombo do Rossio, foi o responsável, no mesmo período, pela enorme onda de dejectos que se verificou na capital tendo sido um dos causadores pela queda de popularidade de João Soares à frente da autarquia alfacinha.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Pessoas com visão


É indiscutível que há pessoas que nasceram para ser alguém e outras, vá, não! Há também pessoas que conseguem tomar decisões geniais que lhes conduzem ao sucesso. Isso para mim é ter visão! Bem sei que para alguns oftalmologistas ter visão refere-se à faculdade de possuir uma função sensorial pela qual os olhos, por intermédio da luz, põem o homem em relação com o mundo exterior. Aqui a triagem dos casos de pessoa com visão e ausência desta é mais fácil de definir e a todos nós ocorre-nos à memória uma tia que nos confunde sempre com o primo mai-novo ainda que munida com o dispositivo ocular de 4 dioptrias e aquele bandeirinha que tirou mal o fora de jogo ao Dady!

Pois é, no outro dia estava a andar de bicicleta e pareceu-me ver (sim pareceu-me porque a minha visão estava inundada em lágrimas próprias da velocidade que imprimo à minha bina) o Óscar! O Óscar foi daqueles miúdos que nos acompanhou na secundária e que nós não podemos nem devemos esquecer! O Óscar era um daqueles catraios que não faz mal a uma mosca mas que era gozado todos os dias, não sei bem porquê, mas era e era muito! Não usava óculos, como eu, mas havia lá qualquer coisa; acho que vestia fato de treino azul com umas risquinhas todos dias; devia ser isso, não sei! Não ma lembra! Agora que puxo pela mona aquilo do não fazer mal a uma mosca não é tão verdade assim pois recordo-me de um episódio numa aula de Educação Física com a professora Regina - aulas tipo-tropa mas com cambalhotas para trás em detrimento de umas boas flexões para tornear o corpanzil – de quando o Óscar adoptou uma posição muito hirta e começou a bufar, e este é o temo correcto, uns “Não me toquem, vocês não me toquem!”. Adiante, sempre admirei o Óscar não pelas situações que descrevi mas porque fora da escola era o maior! O Óscar tinha visão! Vendo que não era bem visto pelos colegas de turma e sócios da idade dele, o Óscar viu que podia ser bem visto num grupo de amigos visivelmente mais novos. O Óscar inserido naquela faixa etária era visto como um deles e, não raras vezes, visto como o líder do grupo senão se visse por lá um puto loiro com uns centímetros a mais para a idade. Isto é ter visão! Vi o Óscar (tudo apontava para que era ele) passado estes anos todos com os putos todos à volta (como eu e os meus primos à beira da saia da minha avó a pedir gelados de chicolate há uns anos atrás) e com um sorriso bem rasgado. Isto é ter visão, isto é querer ser feliz!