sexta-feira, 22 de maio de 2009

Tortura


Senhores,

Considero-me um homem feliz. De uma forma geral, quando faço o rescaldo do que ficou para trás, avalio a minha existência e profetizo o futuro que se adivinha, dou-me como satisfeito.
Sei que o ser humano é insatisfeito por natureza. Diz-se por aí… e a sabedoria popular é pedagoga em muitas matérias. Mas eu cá sinto-me bem e acho que a vida tem-me sorrido no cômputo geral.
- Hei, espera lá, mas então tu não és o tipo que chama à marquesa do dentista cama!?
Pois, logo vi que a minha fama não era alheia ao comum mortal.
Os meus dentes não germinaram tortos, fruto da mácula genética dos meus progenitores, mas, ao invés, um tremendo azar atirou-me compulsivamente para o interior do consultório dentário. Merda do destino!

Raio do puto que se atirou para cima de mim enquanto pedalava alegremente na bicicleta da minha irmã. Tinha apenas 12 anos e dentes de homem mas aquela cabeçada, de fazer inveja a qualquer Jardel, fez-me lançar dois dentes por inteiro. Ainda guardo toda a minha raiva ao vizinho que nunca me pediu desculpa (a juntar a isso o pai dele é daquelas bestas que só consegue estacionar o carro, lixando invariavelmente dois lugares).

Hoje, passados muitos anos ainda sinto na boca e na conta bancária os efeitos daquele fatídico dia. Quando digo hoje pretendo mesmo dizer hoje. E no dia antes de hoje, ou seja ontem, lá me desloquei pela enésima vez ao dentista. Um antro de brasileiros desorganizados, lá para os lados do Marquês do Pombal, que me fazem lá ir mais do que seria necessário.

Podem acusar-me de ser um comichoso quando há ai gente a morrer de causas de morte, acidentes mortais e doenças fatais. Eu percebo mas já vão engolir as vossas palavras de seguida. Eu na minha última visita para além da factura de milhar de euro e das dores, ainda apanhei com outro filme. Sacana da sorte!

Para quem não sabe, os dentistas não sentem a crise. A malta continua a parir dentes como dantes. Ou até mais, fruto da comida de ontem e dos alimentos mais duros, mais leves à carteira. Como tal, o homem tem um bonito de um plasma por cima da marquesa sempre a passar um canal temático de música.

Mas isso é azar!? – Pergunta o leitor mais desconfiado. É! É, quando se tem a pontaria de apanhar a transmissão do Top10 da Celine Dion. Não estão impressionados?? Juntem a assistente a cantarolar uma por uma.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Resoluções


Bem sei que já vamos em Fevereiro. É 6ª-feira 13, véspera de Dia dos Namorados. Há muitas coisas interessantes para falar. Anda aí uma crise que sim senhora; diz que há bons filmes no cinema e o Belenenses recebe amanhã o Sporting. Mas eu escrevo pouco para o blog e quase sempre com atraso. E as tradições são para manter. Ou nem por isso... o que é facto é que eu ainda não elaborei a minha lista de resoluções para o ano que começa. Ou quase. Tomem conhecimento:

- Ajudar nas lides domésticas;
- Vá, não ficar fastidioso quando me pedirem para ajudar nas lides domésticas;
- Comer mais fruta;
- Comer mais gajas;
- Beber mais água;
- Beber menos à noite;
- Ver mais filmes;
- (pelo menos, arrumar os DVD’s espalhados nas caixas e fazer uma lista destes);
- Ver menos o Midnight Hot da Fashion TV antes de me deitar;
- Atravessar a estrada nas passadeiras;
- Não ir distraído para a malta que tenta atravessar nas passadeiras;
- Fazer mais desporto;
- Coçar-me menos.

Parece-me bem. Acho que sou um tipo ambicioso. Estas listas de resoluções são como as dietas: quanto mais se tenta, não se dá continuidade; quanto mais se falha, mais se torna difícil recomeçar.

Vamos com calma. Acho que isto já me torna um homem melhor. Para o ano tento acabar com a fome em Africa.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

New Year! New Post!


– As you know, l'm quite keen on blogs. Particularly the ones that don’t say much. I find the whole interneto-thing, full of intellectual references, quite captivating. Take João’s blog for example. Not the best in the world. Not even well-written. But the images are, at least, interesting… and so damn cool.
– Hey flock of seagulls! They aren’t João’s! For a keen-on-guy you’re a little bit…
– What? Did I say they were?
– OK, you did not, but you are so fuckin’ pretentious.
– Three ladies sited on a handrail. One says to another – Wish you a happy new 2009! But she doesn’t like mustard and leaves.
– See? What the hell is that? Fuckin’ weirdo!
– You need to relax and to be more accessible.
– What I need is whiskey and some lady!
– Whish you that, man!
– Don’t like men! - And leaves…

terça-feira, 8 de julho de 2008

Fónix!


Raios! C’um corisco! Irra! Estou fulo da vida!

Bem sei que isto é uma maneira um pouco homossexual de praguejar, chega até a roçar a larilice, mas tenho medo da - espera lá, medo não, não sou nenhum caga-para-dentro! – censura internauta, que no outro dia ouvi falar, no telejornal da noite, de um blog removido da cena literária online.

Eu quero apenas expressar toda a minha revolta com a minha (falta de) sorte! É verdade que há tipos com um azar do camandro, relatos de pouca fortuna que até a mim me comovem. Sim, não o vou negar nem reclamar para mim o título de mais azarado do planeta mas há um capítulo em que ninguém me bate! Epá, falem com quem quiserem. Primo, prima, cão da Gertrudes…Na boa! Podem até ter ouvido falar dum tipo lá para os lados do Oriente, que eu até nunca lá pus os pés. Chamem alguém para um duelo, o que quiserem. Não há gajo que escolha pior filas do supermercado do que eu! Não há e prontos!

Na última semana fui 3 vezes ao supermercado, 3 vezes que fiquei enfadado, impaciente, indisposto, sôfrego. Em suma e em bom português, muito aborrecido (se pensavam que vinha aí um palavrão do caraças tenho pena mas sou um tipo educado). Posso ir ao fim-de-semana, ao dia útil, pela manhã, à tarde, no centro da cidade, nos arrabaldes metropolitanos, ao grande estabelecimento de consumo desenfreado, à mercearia do Sr. Anibal, eu vou para demorar e para ser sair de lá como se tivesse sido possuído à força por um elefante num dia chuvoso de inverno! Eu apanho o gordo que passa o cheque, de quase ordenado mínimo, 396,54 € para o qual tem que ser reconhecida a assinatura do BI que não está logo à mão. Eu apanho a quase-quarentona coquete, que leva o filho que sabe que dois pares de Coca-Cola de 2 litros dão direito a uma Fanta de metade do volume, quando todos os caixas desconhecem tal facto! Eu apanho a mulher que não prescinde dos dois cêntimos de troco nem aceita o saco de plástico, ao invés! Resumindo: eu apanho uma seca do caraças!

Eu que pensava que o lado da manteiga no chão era a maior malvadeza do Murphy…

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A correspondência com o meu melhor amigo


As linhas que a seguir se reproduzem são aquilo a que chamam trash e que chega em doses industriais à minha conta de e-mail diariamente. O responsável? O fiscal da minha obra! Esse bandido!

Exmos Srs.,

blá blá blá…

Estamos de momento a estudar essa situação. No entanto solicitamos um plano de entrega dos certificados de qualidade dos emissores que testam a qualidades das empresas que emitem os atestados da aprovação para a qualidade das entidades que certificam as fichas de qualidades dos produtos que pretendem aplicar.

pec pec pec…

Sem mais de momento. Os melhores cumprimentos,

Pois… Deste pequeno excerto, como diz o grande Chalana, há muitas lições a tirar. Primeiras, eu valho por mais do que um, e o gajo curte-me como o caraças. Segundas, este senhor vive mesmo a vida pois deve ter uns 20 momentos à hora!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Aniversário


O blog faz um ano! Sim, epá, uau! Parabéns! É caso para isso, para felicitar. A mim? Obrigado senhores, são de uma extrema simpatia mas quem deve ser saudado são os senhores do blogger que ainda não apagaram este lixo electrónico. Mas é de assinalar este feito. O meu par de leitores merece-o. Pais, este post é para vocês.

Vou falar-vos do meu novo estilo de vida dado que sou uma pessoa mudada. Para os que não têm tido o privilégio de privar comigo nestes últimos tempos, vivo agora sozinho, aos dias úteis. No miolo da semana estou longe dos meus progenitores por motivos profissionais. Sim, eu consigo, sim, estou a tornar-me um homenzinho! E se há obstáculos a testarem-me… Muitos são só bocas, ah e tal, isso não é nada! Tá bem, tá! Garganta, é só garganta. A minha casa reúne um sem número de precariedades das quais resulta uma quase impossibilidade de habita-la. Senão vejamos ó meninos da tvcabo, reis do comando e da arte do mudar o canal. Eu até vou trabalhar de bom grado de manhã pois as possibilidades na TV, a essa hora, são entre o bate-papo do Claúdio Ramos e as suas vizinhas e as tagarelices do Manel Luís Goucha numa camisa de uma qualquer cor que faça doer os olhos. Ao menos antes de jantar posso meter no primeiro canal da televisão pública e ter a eventual oportunidade de assistir àquele gordo, cujo nome não me recordo agora, do Preço Certo ter um ingurgitamento do miocárdio e vá, com alguma sorte, perecer em directo. Mas se julgam que ter só 4 canais é a minha única desgraça – amigos, calma lá com vocês, andam equivocados, e muito! Viver numa casa de praia em pleno Inverno é duríssimo. Sabem bem como é a construção portuguesa… Sintoma de que vai mal é estar entregue a pessoas como eu. Pézinhos frios na tijoleira e muito espirro pela noite. E todo o napron que forra a mobília do lar? Um atentado ao bom gosto!

Pois é, começo-vos a abrir os olhos para vida, se calhar agora pensam um bocado antes de falar. O menino que vive na habitação sem máquina de lavar a loiça afinal é um sobrevivente.

No fundo ainda não me afiz a esta nova versão de vida adulta. Decidi acompanhar esta minha escrita de um chazinho de maçã com canela, para dar ares de intlectual. Certo que quando me lembrei da água a ferver, há uma linha atrás, já não havia água no recipiente. Olha, serve para aquecer a casa, já que o maior exercício que aqui faço é coçar-me!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Veia poética


Senhoras e Senhores,

Blog que é blog tem que ser diversificado. Nada melhor que voltar a acção com um poema. Pensei que também era cool qualquer citação em dinamarquês ou uma reflexão em latim mas decidi soltar a minha inspiração ri(t)mada. Aqui vai.

Era minha primeira vez
Estava pronto para lhe tirar os três
Ela cheia de porquês
“Ah talvez”
Eu sempre cortez
Oh Inês, Inês…
Não ficou para essa vez
Tive que aguardar mais um mês!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Enamorados


Um santo dia de São Valentim a todos os leitores deste blog. No entanto se não passarem o link do mesmo a pelo 30 amigos, o cupido prejudicar-vos-á com 5 anos de azar!

Dois e mil e sete


Depois de muito reflectir já estou em condições de relatar o pior momento, vivido na primeira pessoa, do ano transacto. Desenganem-se aqueles que pensam que foi o meu primeiro dia de trabalho, porque esse de trabalho teve muito pouco. Fez-me acordar a horas, algo a que o meu organismo não estava acostumado e evidentemente se ressentiu. Na verdade, recordo esse fatídico momento surgido ao segundo dia do ano pretérito, pela sucessão, fenecida nesse mesmo instante, de dias em que não me erguia ao som de um repetitivo e ensurdecedor trim, quando no lado esquerdo do visor do despertador ainda só era visível um dígito - para os menos habituados a este tipo de literatura arrebatadora, com recurso a figuras de estilo que procuram confundir nas ideias, os menos dotados da inteligência para-frásica, quer isto dizer que há uma batelada de dias que não acordava antes das 10 da manhã!. O facto de ter acordado cedo nesse dia é tanto mais gravoso pelas horas de sono subtraídas pela vontade de impressionar no primeiro dia de emprego e pelos relatos alarmistas e exagerados do trânsito na segunda circular. Enfim, minutos depois de ter entrado no local de emprego fui recambiado para casa, pois a minha entrada em cena não tinha sido planeada. Agradeço muito aos chefes que permitiram mais um dia de férias e o visionamento de uma película que me havia sido oferecida no Natal, em detrimento de ter de ler manuais maçudos de procedimentos. Adiante, se já vos disse que esta situação não se assume como a pior de 2007, o porquê de eu a relatar com exaustão? Para este texto ganhar algum corpo - dirão os mais perspicazes! Na verdade não. Não faço a mais pequena ideia.

Para espanto geral, o pior momento de 2007 ocorreu durante o período de férias. Mais uma vez fui em viagem e mais uma vez me esqueci de um acessório útil. Já é um clássico. Ele já foi carregador de telemóvel, ele já foi toalha de banho, ele já foi chinelos, ele já foi [digam qualquer coisa que achem imprescindível em viagem, insiram nestes parêntesis rectos, e ele provavelmente já foi isso]! Mas uma situação que costuma ser comum a todas as minhas viagens é precisamente a ausência de um corta-unhas na minha mala. A minha última jornada não foi excepção. Estranhei, no entanto, o facto de numa viagem organizada, nenhuma das pessoas mais próximas de mim (falo de umas 7 ou 30, não me recordo) ter a porcaria de um corta-unhas! Quero acreditar que esses indivíduos com quem me dou cortem as unhas dos pés e, especialmente, que o façam nos dias que antecedem imediatamente ao separação das suas residências onde estarão, porventura, instaladas as instalações sanitárias munidas de todos esses artigos. E lá estava eu, a passar férias na neve, longe da minha residência, sem o desejado item e tendo de calçar as botas para a prática desportiva de inverno, sendo que qualquer milímetro é importante nesse capítulo. Eu que parecia uma águia, tal eram as garras afiadas que possuía. Se houvesse embrulhada na neve e acabasse tudo à porrada eu só tinha que começar com rotativos à Chuck Norris e ainda degolava algum marreta com piores intenções. Finalmente lá consegui cortar as unhas com uma tesoura de centímetro que descobri no meu canivete. Saibam, contudo, que a referida tesoura cortava as unhas pior que as minhas próprias unhas e foram precisas horas para tal procedimento. Um filme, o pior do ano passado!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Audrey, the fine go-go dancer


Hoje, dia em que os especialistas desportivos dizem que o Benfica opera com mais eficiência quando actuando com dois avançados moveis na frente permitindo desta forma a Rui costa explorar melhor as suas capacidades criativas, decorre o Primeiro Salão Erótico no Pavilhão Multiusos de Gondomar. Enquanto isto, vivem-se momentos de tensão em Timor-Leste, pela tentativa de atentando a Ramos Horta. Esta situação vem sido condenada pelas mais variadíssimas personalidades da cena política internacional. Um deles foi Cavaco Silva que, também aproveitou a sua visita a Léon para afirmar que uma auto-estrada dessa terra, ou dali perto, para Bragança, ou assim, fazia mais sentido que uma candidatura conjunta para o Mundial de 2018. Aproveitou para dar um “bacalhau” a cada português que, com ele, se cruzava. A propósito, o Caneira hoje não se treinou em Valência por apresentar sobrecarga muscular. Dizem que os futebolistas ganham muito mas Société Générale aumentou o seu capital em 5500 milhões de euros. O jeito que isso não me dava… Eu agora até ando à procura de casa e isto não está nada fácil. Hoje a maior subida do PSI-20 cabe à Cimpor com quase 1,5%. Deve ser pelas declarações do Presidente. Porque é que ele não fala em construir portos marítimos. É que os meus chefes só têm olhos para a Argélia. E não é que o Obama sobrepujou a Hillary em termos de delegados. Lá para as Américas aquilo está renhido. Cá, na nossa terra ninguém faz frente ao Pinto da Costa. Cheira-me que o apito dourado vai soprar fininho. Eu cá não gosto muito de pastilhas de menta. É assim, se me oferecem, até aceito mas prefiro as de morango. Diz que a menta tira a potência sexual! Lembrei-me disto porque o João - um dos gajos que me deu aquele excelente presente de anos que é uma metralhadora de brincar com umas luzinhas e que até faz tremer o cano quando se dispara, para além de obviamente fazer um barulho do catano – agora gaba-se de ser o mestre da confeitaria da mousse de chocolate. Pode ser muita boa mas quando se mete After Eight à bruta a mim já não me apraz. Mas vou falar disso ao meu primo que ele viciado nessa treta e é vê-lo a receber às caixas quando é Natal! Este blogue tem muita classe. É acompanhar com um Porto 40 anos envelhecido em casco e bombons de chocolate preto com 91% de cacau do equador, para degustação.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Dois mil e oito

Já postei em 2008, já enfiei umas quantas passas ao mesmo tempo pela goela abaixo enquanto tentava elaborar uns desejos na noite do reveillón e não escrevi aqui o habitual balanço do ano que findou, nem as medidas que pretendo tomar no ano que advém. Uma falha dos diabos! Agora o que me apraz neste começar de ano é que - apesar da novela Meyong e dos trabalhadores do meu subempreiteiro terem fugido, por motivos de falta de pagamentos, deixando-me deste modo de calças na mão - toda a comunidade de astrólogos, incluindo o conceituado [qualquer coisa] Cardoso, auspicia um excelente ano para o Escorpião. Diz que há aí uns ciclos lunares onde Plutão e Júpiter andam de mãos dadas.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Com este post o titulo do ultimo deixa de fazer sentido


Temo, meus amigos, que este post se torne demasiado difuso, pois ao deambular nas minhas ideias não consigo encontrar um fio condutor para estruturar o texto que se segue. Ainda assim, vou arriscar uns devaneios pois apraz-me divagar sobre, vá, coisas e quiçá tentar bater um recorde. Há que dizer também, que este blog não prima propriamente pela qualidade literária pelo que não há drama nenhum na produção de um post confuso. O único risco associado traduz-se na eventual perda dos meus três leitores ocasionais.

No parágrafo anterior falei de recordes, e como sabem, ou deviam, todo o português gosta do belo do recorde, e não falo do jornal desportivo pois esse não leva “e” no fim e o gosto por determinado diário de actualidade futebolística é muito influenciado pela cor clubista. Pois, é no nosso país que alcançamos feitos inéditos peculiares, como a o fabrico da maior bolacha maria, a maior corrida por um individuo com uns ténes 3 números acima do que calça, ou o celebre maior prato de feijoada de búzios da Carrapateira à Zé do Pipo, eu não sou indiferente a tudo isso e como tal também pretendo inscrever o meu nome no Guiness, para tal vou cumprir o enorme feito de escrever a maior frase do mundo que, bem vistas as coisas, até pode ser esta na medida em que já conta com sete linhas, pelo menos no Word, software no qual redigo os meus posts antes de os publicar, claro, que como qualquer pessoa hoje em dia é um potencial utilizador tem conhecimento para perceber que tudo isso pode depender muito do tamanho da letra ou do espaçamento dos caracteres ou até mesmo do espaçamento entre linhas, pelo que sugiro aos jurados que contem, sim, o número de letras ou palavras em detrimento de medirem com uma régua e assim não há duvidas para ninguém ou não vá aparecer um chico esperto, e em Portugal esse espécime existe ao pontapé, que diga que um potencial concorrente, neste caso até é da minha pessoa que se trata, não pode fazer as regras mas eu ai também lhe digo para ler isto tudo de novo, caso tenha paciência pois eu até nem fiz regra nenhuma, apenas aconselhei a tomar a atitude mais lógica neste caso preciso de que tratamos, trata-se de uma sugestão, opinião que pode eventualmente ser seguida, ou ate não, porque há por aí muita malta que até é do contra e, mesmo concordando com o que está em discussão, gosta de tomar o partido contrário só porque sim ou porque assim se dá ares de quem tem personalidade e merece ser respeitado, olha, esses que enfiem dois ou quatro dedos pelo seu recto acima pois personalidade não é isso mas antes dizer, ou escrever, o que se pensa não cedendo a pressões, aliás personalidade nem é bem isso, é mais o atributo ou carácter próprio de uma pessoa, o conjunto estruturado e estruturador de carácteres que diferenciam os indivíduos; é no fundo a consciência individual da unidade do eu que se traduz, seguramente naquilo a que se designa por individualidade; e por falar em individualidade, já toparam bem a individualidade desta frase – acho que nestas alturas, visto que a frase estava a tomar um certo tom interrogativo devia ter colocado precisamente um ponto de interrogação, só que como podem constatar, aí terminaria a minha frase, todo o meu esforço seria em vão e eu estou focado em alcançar a glória, escrevendo mais qualquer coisinha que para ajudar aqui a extensão da frase - esta unidade linguística de dimensão considerável de vários predicados verbais genialmente combinados, ou não, com os mais variados constituintes frásicos (pouco) concordantes com as regras de sintaxe – pode passar por utilizar palavras, por si só, compridas, isto porque não sofro de hipopotomonstrosesquipedaliofobia, a doença psicológica que se caracteriza pela
fobia de pronunciar palavras grandes ou complicadas, tipo pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, palavra esta que aposto que não conhecem, mas este texto também é culturalmente interessante, no sentido em que vos pode enriquecer o vocabulário e possibilitar, então, que saibam que pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico significa que determinado individuo foi acometido por uma doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas e se calhar nem está bem de saúde e tem de ir ao hospital. Pronto, acho que é tudo que tenho de voltar a pegar ao trabalho. Drogas, não!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O mais recente post

Tenho que, inevitável e invariavelmente, começar mais um novo post com um pedido de desculpas aos três assíduos leitores do blog que criei. Desta vez, sim, atrasei-me na publicação de nova literatura cibernética. E confesso que não me arrelia por aí além. Não que tenha perdido a vontade. Eu lá vou pensando muito frequentemente “Eh pá, nunca mais mandei umas linhas para o meu blog, nem que seja só para fingir e não deixar aquilo morrer”! Será preguiça? Provavelmente até pode ser que seja, mas eu quero acreditar noutro facto – a escrita de blogues, e estou em crer que um dia sairá um estudo científico que suportará a minha teoria, está associada a estas tribos:
a) vulgos intelectuais, que necessitam de expressar os seus pensamentos, divagações e opiniões derivadas de uma cultura devidamente alicerçada;
b) pessoas sem qualquer tipo de vida social e com incapacidades, ou sem capacidades de, acho que vai dar ao mesmo, achar um parceiro sexual;
c) indivíduos que fundem as características dos elementos que pertencem aos grupos a) e b) resultando num cocktail apelidado de “nelo”;
d) gajos com uma data de tempo livre. Por definição “desocupados”.

Pois eu há pouco referi que a minha ausência da blogosfera, e passo a citar, “não me arrelia por aí além”, exactamente porque me considerava pertencer ao grupo d) e entretanto saltei de lá, muito por culpa do meu patrão, não tanto da minha bebé. Desmarcando-me do referido grupo parece-me a mim que não caibo nos outros!

Não obstante dos factos referidos decidi estudar o que resultava na casualidade de algumas pessoas continuarem a cair neste blog, mesmo num momento de inactividade. Obtive esta informação pela análise das referências nos motores de busca da internet que acusam este blog. Os resultados são, por vezes lógicos e previsíveis, mas a maior parte das vezes, curiosos e perturbadores.

Vamos lá então debulhar esta cebola.

Começando pelo mais expectável, muita gente acede a este blog procurando informação sobre a pitanga e o seu pólen, tentando, por exemplo, perceber “como adquirir pitangas” ou “porque a pitanga dá flores e não os frutos?”. Eu não percebo sequer a segunda pergunta portanto nem me custa compreender que o Sr. Google, a quem fazem a estas perguntas retribua com a indicação do presente site que é, mais ou menos, mais coisa menos coisa, como mandá-los dar ali uma curva ao bilhar grande! Realmente intriga-me o facto de saber que há pessoas que fazem perguntas à Internet e que, ainda por cima, pensam encontrar as respostas neste blog! Claro que se vê logo de que tipo de personagens falamos quando as perguntas são “o cancro no pâncreas causa bolas e manchas?” ou “herpes labial repetitiva o que fazer?” – são doentes!


Mas há quem depare com isto por procurar “choquinhos fritos”, “tou’s bollycao” ou coisas que ainda são um mistério para mim como “Mano+Girabola”. Há ainda os fanáticos religiosos que nem o caps lock sabem desligar e tentam encontrar “TITULOS RELIGIOSOS” na internet! Ao que parece se mencionarem “festas e romarias e os ciganos” têm semelhante sorte!

Agora para as meninas que me acusam de falar muito de futebol e de cocó, quero que saibam que nenhuma busca deste género resultou na indicação do meu blog ao passo que o mesmo não se pode dizer de quem procura por tabelas de calorias de pastilhas elásticas! Além disso o nome pitanga num blog está associado a movimentos feministas dos quais os blogues “Pitanga Doce” e “Pitanga Madura” são exemplo disso. Mas rapaziada, não desesperem, não há que ficar preocupado com a vossa orientação sexual se gostarem de ler o que por aqui se escreve ou não fosse a palavra “gostosona” a rebentar com as estatísticas da referencia do blog e este não fosse o indicado para quem procura “miúdas sem namorados de Loulé”!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Bico-de-obra


Podem considerar-se bafejados pela sorte, ou não, mas hoje estava indeciso entre ver um episodio de Prision Break ou escrever qualquer coisa para o meu blog e como podem constatar pelas linhas que lêem, optei pela segunda. Devo dizer que esta decisão não se prende com o meu apreço pelas vossas pessoas mas porque está a chover. Para os que não me conhecem - sim, malta brasileira, povo irmão que cai neste blog de modo inopinado na busca de informação sobre pitangas, é a vocês que me dirijo – eu trabalho nas obras. E hoje acontece que estou no contentor da minha obra desterrado algures no Algarve, numa terra só acessível após muito kilometro na Nacional. Saindo daqui não tenho grande coisa p’ra fazer, portanto cá me vou deixando entorpecer no contentor para evitar umas pingas no cabelo. Já não basta este estar lambido pelo uso obrigatório do capacete, o qual não vejo grande utilidade na obra em questão a não ser estar salvaguardado de uma cagadela por parte de uma gaivota…
Bem sei que não podem dar por isso, mas do último paragrafo às presentes palavras vai aí uma meia dúzia de horas. Assim que avistei uma aberta, aproveitei para zarpar do estaleiro e agora já me encontro comodamente no hotel, com o jantar no bucho e pronto a continuar este texto. Mas não é que entretanto com tanta coisa pelo meio, já não me recordo do tema que pretendia abordar. Bem ou termino aqui ou falo do novo código penal. Disseram-me que o novo código obsta a utilização indevida de piropos. Claro que, como pessoa que integra o sector da construção, fico preocupado. A minha inquietação, todavia, não se prende, com a produtividade ou motivação dos serventes mas sobretudo com as coimas que podem vir a ser aplicadas. O mercado está em crise e este tipo de iniciativas só fomentam a emigração. A malta assim vai é para o estrangeiro mandar as suas bocas à vontade. Isto assim não pode ser, a culpa é do sistema.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Pés no chão

A propósito do último post, disseram-me que mesmo para Mim era mais fácil ser, vá, mesmo desafinado, uma vedeta rockabilly do que reinar o mundo. Acho que me disseram isso, não pela facilidade em obter uma cunha no mundo discográfico mas porque é, a modos, difícil de ser Deus! Não sei, é verdade que o Zé Cabra ainda atingiu o sucesso, temporário é certo, mas foram mais do que os 15 minutos de fama. Subiu ao palco do mítico Arraial do Técnico, porque teve a ousadia (desfaçatez? sorte? estupidez?) de, aquando da sua visita anual a terras lusas no mês de Agosto, preterir investir os seus cobres ganhos na indústria metalúrgica daquela terra na Suíça onde o Benfica joga e ganha sempre na pré-época (eles são uns coxos que tem tanto jeito para dar uns chutos na bola como o Zé para compor melodias) para, ao invés, aplicar os tostões num produtor lá para os lados de Várzea de Meruge. Enfim, discos qualquer um grava, ser Deus é que não é para todos, mesmo que nos ponham a falar com eco, num estúdio da Beira Baixa, ou Alta, conforme sejam as nossas ambições. Posto isto, decidi concentrar-me em algo humano, algo que tivesse capacidade de desempenhar, com o devido reconhecimento. Quando penso em deuses na terra, lembro-me logo de um nome e, pista, não é o Jesus, o Dalai Lama que por cá anda, a Princesa Diana ou o Alberto João Jardim. Penso no único homem* que, sem chatices, tem sete moças bem apetrechadas para seu próprio gáudio? Sim, Hugh Hefner, idealizador e fundador da marca Playboy. Eu podia ser o seu sucessor, agora que o homem já apresenta uma idade desenvolvida. Eu tenho os pés bens assentes na terra e sei, de dentro de mim, que me podia entregar à causa com sucesso. Era capaz de passar dias inteiros de roupão de cetim, apaparicado por umas babes de cabelo louro resplandecente e seios generosos. Eu tenho os pés bem assentes na terra mas podia tê-los, não tão bem assentes assim, na divisão da mansão com o chão saltitão.


*excluindo os monhés que estão no céu, e dizem, ter à disposição uma dose infindável de senhoras e chamuças.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Ambições divinas


Todos nós, mais ou menos, ou quase todos, pelos menos uma boa parte de nós, gostaríamos de deixar uma marca neste mundo e ser alguém com valor que possa ser relembrado para a posterioridade. Eu não sou excepção. Houve uma altura da minha vida que pensei que o melhor mesmo era mamar uns copos e comer umas gajas. Mas, depressa percebi que só era bom na parte do mamar copos e isso às vezes dá umas valentes dores de mona no dia seguinte, pelo que voltei à minha ambição de querer ser grande! Podia ter sido um Maradona mas nasci destro e na primária puseram-me num colégio sem campo da bola onde era proibido jogar no recreio. Uma merda! Desde tenra idade que se viram goradas as minhas hipóteses de singrar no mundo do futebol. Portanto, assim de repente a outra forma que vejo de saltar para o estrelato e ter posters centrais nas revistas de teenagers é ser uma estrela rock e eu não fui abençoado com dotes musicais.
E, assim, cá fui eu, rastejando nesta minha vida talhada para a mediocridade deixando-me levar pelo destino. “Dedica-se a esperar o futuro apenas quem não sabe viver o presente”, disse Séneca um dia. Acho que foi há muito tempo! Mas desde antes de anteontem para cá que percebi que tinha perfil para ser um Gajo importante. Eu podia ser Deus!
E o que despertou em Mim esta vontade de ser Ele? Duas coisas. Um telefonema e a entrevista recente do Jorge Jesus na qual afirma, mesmo que em tom irónico, se calhar até em jeito de pergunta “Os outros clubes dão aos milhões por avançados, e eu, porque sou Jesus, Pai do Céu, consigo jogadores a 50 mil euros e fazê-los grandes.” Fiquei impressionado pois segundo ele (o Jesus, o de Belém, do Restelo) foi Deus que lhe deu a capacidade de ler o jogo. Acho que não falava do jornal desportivo! É um facto que ele tem capacidades e Eu terei as minhas. Apercebi-me disso quando me foi enviado o sinal na passada sexta-feira.
Passo a explicar tudo. Eu tenho dois telefones portáteis em casa. Ora acontece que o que se ouve mal está no meu quarto e eu sou preguiçoso. O resultado é que atendo nesse, por estar ali à mão e depois, se é para mim, lá vou eu trocar de aparelho. Da última vez resolvi falar com os dois ao mesmo tempo, à galifão! E falei com eco! E quem fala com eco? Lá está, Deus, o próprio. Deixei-me ficar naquilo uns tempos enquanto que na Sic Radical a Sónia Tavares, vocalista dos The Gift, em concerto com transmissão em directo tocou uma música inteira de braços bem abertos. Coincidência? Não me parece. Como respondeu o treinador do Belenenses quando lhe perguntaram se sentia que, quando está a olhar para a equipa, só o Jesus a está a compreender – “Disso não tenho dúvidas nenhumas. Eu é que sou o pensador.”

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Pá, cenas...


Meus amigos - aliás, amigos e amigas, para ser socialmente correcto – volto a ser pressionado para escrever no meu blog, tarefa que não vem sendo executada nos últimos tempos. Mas querem o quê? Ninguém me paga para isso! Atenção: não estou, agora, a armar-me em cromo só porque o meu blog (ou blogue, assim se fala em bom português e evita-se uns risquinhos do corrector ortográfico do Word, a vermelho e a sublinhar as palavras mal escrevidas, ups, mais risquinhos…) está prestes a alcançar a invejável marca das 700 visitas. Quem me paga é o meu patrão e esse pede-me para fazer outras coisas, tipo obras! E à excepção de martelada não há grandes pontos em comum entre as obras e a escrita do presente blogue. Acho que as mães - sim porque entre estas há sempre características em comum - nos dizem quando somos tenrinhos “se não estudas, vais para as obras!” tantas vezes quanto “bebe leite que faz crescer” ou “come a sopa senão o Pai Natal não vai ser bonzinho para ti este ano”. A minha, enganou-me com todas. Para além de ser pequenino, estudei, e pimbas, fui para as obras na mesma que até me lixei! Mas são estas coisas que formam carácter. Bem, já perdi o fio à meada e estou um bocado baralhado nas ideias, mas mal ou bem já aqui têm um post (qual é a tradução disto? poste? blog - blogue! post - poste? humm, não faz sentido, digo eu!) que tanto reclamavam. Não se podem queixar, até porque o blogue não tem livro de reclamações e, meus amigos, aliás amigas e amigos, nem pensem em comunicar às autoridades competentes que isso é coisa para ser ilegal e depois quem leva a ripada sou eu!

Nota: falo em “amigos e amigas”, não para criar uma certa empatia com o típico leitor deste blogue, mas porque não acredito que haja alguém que faça o sacrifício de ler isto sem nutrir uma certa simpatia pela minha pessoa ou ir jantar de vez em quando lá a casa.

Bem, já me encontro para aqui a escrever há uns largos minutos e não digo nada de jeito! Eu cá, se fosse a vocês, ainda saltava era umas linhas de texto que não se perdia nada! Mas ainda bem que eu não sou vocês porque até gosto de ser eu e uns de vocês até são capazes de ser um pouco parvos - resolvi escrever isto, não para perder os meus leitores (dizem-me que se contam pelos dedos) mas para sondar quem realmente lê os textos com atenção e quem salta as linhas, pois isto de ofender desta forma gratuita deve dar direito a deixarem uns comentários com uns palavrões.

Enfim, este texto está uma bela de uma bela de uma bela de uma porcaria porque, permitam-me o paralelismo, já que faço poucos, voltar a escrever no blog após umas semanas é como tentar dar à ignição, no Inverno, a um chaço com 20 anos que não anda há uns meses ou como comer uma carcaça com 3 dias, portanto, difícil.

Para acabar resta-me informar-vos que este fim-de-semana vou experienciar a minha primeira despedida de solteiro. Entendam que não me vou casar pela primeira vez, na verdade não cometi nenhuma estupidez e vou continuar solteiro e bom rapaz (leram agora isto com atenção amigas leitoras?). Só pretendo comunicar que na próxima semana, se o meu calendário o permitir, poderemos ter aqui uma semana profícua no que concerne ao retomar dos tempos áureos do blog, se é que os houve.

E é tudo, obrigado e adeus!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Reflexões fim-de-semanais

Muitos dos meus leitores - na verdade todos os leitores, que na verdade não são muitos - têm reclamado junto de mim por uma maior actividade bloguística que não se tem verificado no presente mês, ao contrário das promessas aqui consignadas. Decidi politizar um pouco o meu blog e como mandam os manuais da arte, vai daí e, decidi não cumprir promessas; vicissitudes.
Mas nestas coisas, como se sabe, ou como se devia saber, ou como se gosta de dizer, até mais do género, para ser sincero, como forma de se desculpar, outra vez como manda a arte, custa a retomar; a máquina já não está oleada e quando se dá por ela temos frases deste género, ou seja, totalmente imperceptíveis. Caguei! Está escrito, e agora não vou apagar o que escrevi. O meu tempo é cada vez mais valioso e nesta altura do ano nada funciona como deve ser, silly season dizem. E eu sou um tipo de modas! Apesar de ainda não andar sobre as novas alpercatas Croc’s!
Assim, lá fui eu com o clássico chanato, passar um fim-de-semana a Sagres que como gosto de dizer fica na ponta do mundo mas dizem-me os mais conhecedores que afinal é Portugal – intelectuais da geografia. Fui com mais seis amigos, quatro meninos e duas meninas ou não fosse uma reunião de amigos da universidade. Há escolhas que se repercutem para o resto da vida e pôr uma cruzinha em “engenharia” naqueles impressos quando ainda não se tem 17 anos pode ser um erro que nos acompanhará até ao sepulcro e para os quais devíamos estar alertados. É o problema da televisão que temos que não faz serviço público como deve ser. E muito há a dizer sobre esse fim-de-semana, como aliás me sugeriram! O problema com que me deparo é que, sim senhora e tal daria um belo post, verdade, mas sugestões houve uma, ameaças houve cinco! Isto, cingindo-nos aos grupo que me acompanhou. E perante isto, surge a questão moral de toda a conjuntura que envolve o espectro de acontecimentos acontecidos neste par de dias que foi este acontecimento inesquecível. Será que devo relatar de forma sóbria, imparcial e sem omissões o que se passou na vila de Sagres ou, por outra, devo salvaguardar idoneidade dos meus amigos para realizarem feitos que, aos meus olhos são dignos de uma narração que os enalteça? Optaria pela primeira mas visto bem as coisas, eles até são grandinhos e é a minha integridade física que está em causa. É que represálias ainda é coisa para aleijar. Não são só bigornas!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Pensamentos pe(caninos)

Estava a pensar quem seria o meu melhor amigo. Diz que o melhor amigo do homem é o cão. Eu nem tenho cão, e sou muito homem. Mas os cães safam-nos sempre. O Instituto Nacional de Estatística diz mesmo que segundo uma análise o elemento cão figura nas preferências de razões explicativas não verídicas, conselhos e posições de cópula dos portugueses. A título de exemplo, a desculpa “O meu cão comeu-o!” figura antes da clássica “Tive um furo” ou ainda da “O meu despertador não tocou!”, bem como o “Compra um cão!” se assume na posição cimeira do rol de preferências no capitulo dos conselhos dados a outrem.

Novela-anglo-hispano-não-suba-nem-desça-com-o-carro-em-movimento-para-o-menino-e-para-a-menina


Meninos e meninas, mais meninos que meninas, uma vez que hoje é de carros que se fala. Desde ainda mal abria os olhos e já o meu pai me sentava comodamente no sofá ao domingo para ver a Formula 1. Presto aqui homenagem a esse senhor que, tendo consciência de que faz bem aos petizes ir à bola e não cumprindo com essa obrigação, compensava com outras coisas, das quais destaco o beber leite do pacote; enfiar grandes pedaços de pão na boca, com os quais é impossível falar; e, precisamente, os fins-de-semana automobilísticos. Pode-vos tudo isto parecer normal mas há muito menino que domingo é apenas sinónimo de missa e fazem xixi sentados.

Porém com o desenvolvimento da tecnologia e os investimentos astronómicos na prova rainha do automobilismo, esta tem vindo gradualmente a cair no desinteresse dos adeptos. Já não há as ultrapassagens e o espectáculo de outrora está a desaparecer. Ainda havia aí o tempo dos encostõezinhos do Schumacher que lá davam para animar a coisa mas não era como o tempo do Ayrton e do Prost! Aquilo era o Benfica-Sporting dos motores e havia os que preferiam a garra do brasileiro e os que admiravam a frieza do gaulês! Hoje é tudo demasiado perfeito e para perfeição chegam-nos as miúdas de mini-saia que vagueiam pelas boxes e com os chapeuzinhos de sol na grelha de partida!

No entanto, na presente época, a modalidade voltou a captar as atenções. Não pelo ganho da espectacularidade mas pelos joguinhos dos bastidores. E as poucas raparigas, que resistiram até esta parte do texto agora esboçam um sorriso pois é de intrigas que elas gostam mais! Não é dos carecas! Nem dos feios, porcos e maus! Este ano a McLaren tem uma perfeita equipa de “gajas” – e ponho gajas entre aspas porque obviamente ninguém poria uma ao volante de um F1, quanto mais duas (falo de gajas, não de aspas)! Alonso e Hamilton proporcionam uma bela troca de acusações e ofendem-se mutuamente enquanto disputam o campeonato (bem vistas as coisas isto não é assim tão cena de gaja assim pois elas preferem elogiar o novo penteado com um sorriso trocista, para em seguida o criticarem no chazinho com scones com as amigas).

Adiante, esta novela serve para uma profunda e séria reflexão. No desporto dá para avaliar comportamentos humanos que valem a pena a ser analisados. Em Portugal, parece-me que a generalidade das pessoas toma o partido do britânico mas isso deve-se à tradicional rivalidade ibérica. Creio que o tuga gosta sempre de ver o hermano a levar na corneta! Eu até simpatizo com o povo vizinho mas não com este Alonso. Parece-me mimado ao reclamar que canalizem todos os esforços para a sua pessoa e não suporta que a filosofia de igualdade da escudaria que integra, se traduza, por vezes, na superioridade do colega. Hamilton, alimenta a situação ao recusar as recentes ordens sistemáticas do patrão para se deixar ultrapassar. E é aqui que se coloca a questão moral sobre a sua atitude – Será justo, alguém que aufere tão volumoso ordenado, contrariar quem lhe põe o pão na boca? Na minha opinião, depende do compromisso que celebraram, contudo aprecio a decisão do rapaz de não se subjugar às decisões discutíveis da equipa no último grande prémio. Pode ter, para si, consequências negativas no futuro pois é característica dos patrões gostarem de empregados cumpridores mas eu preferia contratar alguém com alguma dose sensata de irreverência e recusa de submissão. Vai mais de encontro ao perfil do vencedor, digo eu. Além de que eu como adepto, prefiro não ver corridas fabricadas nas boxes.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Duas grandes bananalidades, no verdadeiro sentido da coisa


Ainda a propósito de 1 de Agosto e para vos conduzir a cultura geral aos pináculos da cultura geral, você sabia que neste dia nasceram Yves Saint Laurent (1936) e Ney Matogrosso (1941)? A avaliar pela profissão do primeiro e pela foto do segundo, eu não gostaria de ter saído do ventre materno neste dia! Estatísticas, amigos, estatísticas!

Bananalidades


Começou Agosto, oitavo mês do calendário juliano, mês das festas e romarias. Diz que por esta altura entra tudo de férias! Tudo não, este blog e o menino que nele escreve, não! Vai daí e decidi presentear-vos com um post especial, bem perto do que anda por aí nos blogues vizinhos. Vou falar-vos da vida, mas não no sentido abstracto da coisa e portanto e consequentemente e até de modo oposto ou mesmo aplicando outra qualquer classe gramatical, tipo advérbio, que possa contrastar o abstracto de que falei há pouco, confrontando-o de certo modo com o sentido mais concreto da coisa de que vos queria falar e de que é a vida. Da minha vida.

Pois, hoje, acordei, a custo, e apenas com um ou dois toques, talvez três, do meu despertador que bem vistas as coisas é o meu telemóvel que até dá para fazer mais coisas como telefonar, às 7:35 da manhã; para ser preciso. Agosto tem destas coisas e poupa-me uns minutos de trânsito a caminho do emprego que se podem compensar ao ser bem empregues noutros tantos preciosos minutos de sono. Mas mais minuto, menos minuto de sono, não me tira o sono, e cá estou eu mais uma vez cheio de sono. Isto de se trabalhar e dormir menos e portanto e consequentemente e até de modo oposto ou mesmo aplicando outra qualquer classe gramatical, tipo advérbio, que possa contrastar o menos com o, logicamente e por oposição, mais, dá para aumentar o consumo de café. Hoje, já vou na minha segunda dose chavenal de café, o que recuando a 2006, e abstraindo-nos do facto de que vivi parte desse ano num país onde o café é uma grande m&$d/ (coisa com uma cor bastante semelhante à do café mas, que presumo, que sabe pior, pelo menos cheira!), era impensável. Resumindo e não baralhando: acordo cedo, deito-me tarde e bebo muito mais café do que no passado. Resumindo ainda mais: durmo pouco, bebo mais café do que antes. Para além disto tudo, hoje em dia trabalho e tenho um blog. Hoje comi caril de galinha e amanhã vou para o Sudoeste. Vai Manu Chao! Eu também vou! Meti o meu primeiro dia de férias. Há quem me acuse de ser um forreta das férias. Não sou, vou tirá-las todas! Como, do verbo comer, sempre no mesmo restaurante, e estou farto! Estou ainda mais farto do caminho para o emprego. Até que enfim que veio o calor do Verão. Tenho um carro com ar condicionado. O meu carro é o mais porco que há. Tenho muito pouca paciência para lavar carros, se bem que já o fiz uma vez e não é assim tão chato. Saio às 17:30 e ainda faltam 3 horas! Este post é para aí o pior que escrevi. Logo quando disse que vos ia presentear. Bem, azar o vosso, já podiam ter desistido de ler isto. Eu também já podia ter parado de escrever, mas tenho mesmo muito pouco que fazer hoje. Amanhã já vai ser diferente e só espero ter energias para chegar ao fim do dia. Nem que beba aquela bebida energética, da lata fininha, prateada azul e que têm um nome de duas palavras e a primeira começa por R. Isto não é para vos confundir, mas se calhar há uma lei que não me permita fazer publicidade gratuita. Também não me pagam para isso! Por falar nisso, recebi ontem o ordenado! As pessoas só trabalham por dinheiro? Ou também para se manterem ocupadas. Eu já fiquei uma data de tempo sem trabalhar e não é assim tão chato. Só quando chove e não há ninguém para combinar nada! Mas isso não é suposto acontecer em Agosto! Acho que estou a precisar de férias… Se calhar sou mesmo aquilo que algumas pessoas me acusam, um forreta das férias.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Sabidões

A propósito de Joe Berardo ter dito aqui há uns tempos que o Rui Costa estava velho para jogar lá no lampionário queria aqui asseverar que uma vez um daqueles velhotes chineses - para aí com um século de vida, ou menos, ou até mesmo isso, daqueles que mesmo com essa idade ou até mais ainda pratica o karaté e imprime uns valentes golpes nas fuças dos mauzões que se vão metendo com ele, assim tipo aqueles caubóis que aviam uma trupe de quatro ou vinte gajos, com um taco lá do saloon só porque um deles olhou de relance para o decote generoso da moça que o acompanhou só para beber uma água com gás, ou lá aquilo que elas bebem lá para o faroeste, porque os caubóis de barba rija, esses bebem whiskey – disse: 老骥伏枥,志在千里!
Para quem não se entende com o Mandarim, isto significa “O cavalo velho no estábulo ainda deseja correr 1000 Li”. Para quem não se entende com provérbios chineses, isto é mais ou menos um “Nunca subestimes a experiência das pessoas porque vai-se a ver e as pessoas velhas podem ainda ter grande ambição e potencial”. E não é que 'estábulo' e 'li’ rimam mesmo no Mandarin.

Nota: Li é uma unidade de medida linear do Chinês que correspondente a, para simplificar a coisa, a qualquer coisa como, mais coisa menos coisa, a meio km, pelo que 1000 Li são, bem, é só fazer as contas.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Dava-te uma trinca


Antes de começar a desenvolver este texto quero deixar bem claro que o título que lhe dá nome nada tem a ver com a pessoa que vou referenciar. Estou ciente de que chegariam a esta conclusão pelas vossas próprias faculdades de percepção, com o decorrer da leitura e sem a chamada de atenção inicial, contudo quero evitar quaisquer dúvidas, por mais momentâneas que possam sequer ser.

Esclarecido este facto, vamos lá então. Um dos meus leitores assíduos (e peço que não o julguem por ter conseguido ler a totalidade deste blog, ele não é parvo ou masoquista, mas sim meu amigo) reclamou a referência à sua pessoa. Fê-lo por alturas da sua formatura e quando me acompanhou ao concerto dos Stones. Pois eu escrevi sobre o dito concerto, não invoquei o seu nome e, imagine-se o drama, falei de uma amiga minha no mesmo post! Censurem-me por não ter o hábito de identificar pessoas no meu blog e nas raras ocasiões em que o faço, preferir falar de miúdas. Eu acho que o Miguel Soeiro ficou com ciúmes e por isso eu hoje deixo aqui a minha pequena homenagem a tão ilustre figura.
Vou falar dele, não porque me pediu – isto, apesar da entrega ao domicílio, não é um blog tipo Pizza Hut que é só pedirem os ingredientes e escolherem entre massa fofa ou fina – mas porque possuímos algo em comum. Ontem, chegámos à conclusão de que não conseguimos comer (e eu, ao contrário do Miguel, prefiro este verbo ao mais definidor mas, também mais larilas “chupar”) um rebuçado sem o trincar. Eu tinha-me apercebido disso com os Werther’s Original mas estou em crer que tal fenómeno acontece com qualquer produto semelhante. Esta particular ocorrência, desencadeou de imediato interrogações sobre os escrúpulos da personalidade dos indivíduos que, como eu e o Miguel, partilham desta distinção. Será que pessoas como nós, não conseguem procrastinar o prazer? Será que isto é, de alguma forma, pecaminoso? Ou será que isto é apenas indicador de uma escassez de força de vontade? São questões contingentes para as quais não tenho resposta mas o meu tributo àquele caramelo está feito!

terça-feira, 24 de julho de 2007

Promessas


Meus amigos, já uma vez aqui falei na crescente ausência de valores da sociedade moderna. Eu procuro ser fiel aos meus valores e como tal tento sempre cumprir com as minhas promessas. Talvez seja uma virtude, apesar de François La Rochefocauld dizer que “as nossas virtudes, a maior parte das vezes, não passam de vícios disfarçados”. Adiante, as minhas pretensões de um blog ecléctico não vão ser goradas e partilho convosco a receita do Bolo Alasca Florido.

Escolhi esta receita porque não se limita a listar umas quantidades aleatórias de produtos, que após serem adquiridos, não sabemos dar vazão. Não que eu recuse toda a criatividade associada à arte do cozinhar mas creio que o q.b. em detrimento de colheres de sopa ou mãos-cheias já dê suficiente margem de manobra. De facto todo o detalhe descrito no modo de preparação confere todo um ensejo para que o produto final seja o aspirado. Atentem aos timings precisos, à exactidão da actividade evolutiva do procedimento na confecção e a toda a harmonia das dimensões e forma proposta para o bolo. Genial!


Ingredientes
4 ovos
175 g de açúcar
150 g de farinha de trigo
1 colher (chá) mal cheia de fermento em pó
300 g de chantilly
morangos ou uvas moscatel q.b.



Preparação
Unte com manteiga uma forma lisa com cerca de 24 cm de diâmetro sem buraco e forre-a com papel.
Peneire a farinha em conjunto com o fermento. Bata as gemas com o açúcar até obter gemada forte. Bata as claras em castelo bem firme e junte-as aos poucos na gemada, intercaladamente com a farinha e mexendo apenas de baixo para cima, sem bater. Depois de bem ligado, deite o preparado na forma, alise e leve a cozer em forno médio cerca de 45 minutos. Verifique se está bem cozido, tire e deixe arrefecer. Depois de frio, desenforme e tire-lhe o papel.
Dê-lhe um golpe transversal a meio sem o cortar completamente. Com um prato a servir de molde, recorte uma rodela até ao golpe transversal. A rodela sai com facilidade, deixando uma cavidade que enche de gelado. Depois cubra com a tampa e aconchegue. Coloque o bolo na bandeja ou prato de serviço; cubra-o com chantilly, com o maior gosto e jeito, utilizando a espátula ou saco e boquilha. Decore com morangos ou bagos de uvas moscatel ou outras frutas. Guarde no frigorífico até ao momento de servir mas não espere mais de 1 hora
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segunda-feira, 23 de julho de 2007

Limitações

Ontem ou um dia destes, a meio de um desses cafés que as pessoas têm por hábito tomar, fui acusado de recorrer sempre aos mesmos temas de conversa. Estava a falar de cocó. Eu próprio já tinha chegado a essa conclusão e tornado público, neste blog, facto tão evidente. Mas esta queixa deixou-me um problema entre mãos. Hoje, nesta era em que o presente blog – no qual estão a pôr os olhos – tem andado mais parado, decidi recomeçar a actividade bloguística falando da bola. Pretendia falar-vos desse embate de gigantes que é o Belenenses vs. Real Madrid, a acontecer no inicio do próximo mês. No entanto, sei que ao explanar este tema a comunidade feminina revoltar-se-ia e a catalogação deste blog como sexista seria inevitável. E caros leitores, vocês sabem que estão perante um blog pretensioso que tem intenções de agradar a gregos e troianos. Estou inclusive a pensar internacionalizá-lo com posts nas mais diversas línguas, incluindo Braille e Açoriano, e escrever sobre temas tão diversos como bricolage, helicicultura, aeromodelismo e tarôt!

Agora, e antes de terminar este post –com a promessa de que os vindouros obedecerão a uma criteriosa selecção de assunto, na perspectiva de tornar este blog versátil (como o jovem internacional sub-20 Mano) – gostaria de deixar um conselho. Este conselho é para todos aqueles que não se interessam minimamente por futebol e nem sequer sabem dizer o 11 base nacional. Antes de começarem a espingardar aqui com o rapaz que insiste em escrever sempre sobre o mesmo, procurem cultivar-se sobre o desporto-rei no nosso país. Não digo isto para salientar o facto de que há uma matéria que não dominem. Até é modos que intelectual demonstrar pouco interesse nos “rapazes que correm atrás de uma bola”, mas pensem lá bem quantas (e quantas) vezes é que não ficaram fora de uma conversa com medo de mandar uma qualquer posta de pescada e serem olhados de esguelha com um ar trocista?

Curiosidade: este post repete a palavra blog 5 vezes e as palvras cocó e bricolage apenas uma.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Notícias do meu clube congénere em terras africanas


Em época de defeso, os diários desportivos continuam a tirar bem e o povo começa a ficar impaciente pelo começar do rolar do esférico. Discute-se a qualidade, ou não, dos reforços; a cor dos novos equipamentos e fazem-se graçolas com os nomes dos futuros craques. Desde já o meu agradecimento à nação benfiquista pelos trajes cor-de-rosa e pelo Bergessio. Com vocês a inserção num novo local de trabalho fica desde logo facilitada e a conversa de café idem.

Mas o que me coloca um sorriso indisfarçável no rosto são as notícias do meu clube, “Os Belenenses”, ou, vá, as notícias do seu irmão gémeo, “Os Belenenses de Angola”. E por isso, decidi citar o Angola Press com intuito de vos actualizar com o que por lá se passa.

“O Belenenses FC de Angola aproximou-se ao Kabuscorp do Palanca e Progresso do Sambizanga, após vencer hoje, no Campo Joaquim Dinis, em Luanda, o Sporting de Cabinda, por 2-0, em jogo da segunda ronda da série "A" do torneio de apuramento ao Girabola de 2008.
Na tabela geral, Sporting de Cabinda, Esperanças do Congo, FC Cabinda e Dom Afonso Nteka ainda não pontuaram nesta série, ao passo que no grupo "B" estão reservados os jogos Académica do Lobito-Benfica do Huambo, Recreativo da Caála-FC Bravos do Maquis e Leões do Tchifutchi do Moxico-Recreativo do Libolo.”

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Regime


Em todos os blogues, algures na sua vida, independentemente da sua qualidade, surge uma época de escassez. E esta míngua não tem que estar associada a uma súbita falta de empenho ou ânimo. No presente caso deve-se a falta de tempo, o que bem vistas as coisas até é qualquer coisa de bom, mais ou menos. Ultimamente têm-me caído trabalho no colo e logo quando eu não me importava de uma semana descansada. Mas Murphy – única entidade sobrenatural na qual acredito com uma convicção abaladora – é pródigo nestas coisas e intensificou-me a labuta em simultâneo com um festival de verão que calha a meio da semana e no qual fiz questão de marcar presença. Daí se justifica a dieta do meu blog e a minha dieta festivaleira (à base de cerveja, bananas e líquidos demasiado férteis em cafeína) que já me valeu umas épicas ida à casa de banho, ainda não são 11 da manhã!

Depois desta abstenção, gostaria de escrever um pouco, mais mas torna-se demasiado complicado quando as substâncias estimulantes, como a taurina nos dão para trocar as teclas com toda esta tremideira das mãos.

Um abraço muito especial a todos os imigrantes que têm o privilégio de viver em Montreal, junto aos demasiado geniais Arcade Fire (concerto de uma vida) e aos fãs de José Cid na Baixa da Banheira.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Keep on rollin’


Ontem tive a oportunidade de ver a última(!?) apresentação da maior banda do mundo, ao vivo em Lisboa. Estou a falar dos Rolling Stones. E, a avaliar por toda a dimensão do evento (estrutura do palco, audiência, músicos em cena e, consequentemente, preço dos ingressos) o adjectivo comparativo de superioridade de grande não pode estar muito mal empregue. Por tudo isto, tal experiência merece algumas considerações.
Confesso que sou um frequentador assíduo de espectáculos musicais de grandes proporções e neste tipo de ocorrências costumo conviver com uma massa de pessoas mais juvenil, também mais afecta a estas festividades. Assim, cedo estranhei expressões como “Estou feito com estes gajos!” aquando de uma tentativa, não gorada, de incursão a zonas mais próximas do estrado. Devo dizer que registei a afluência de pessoas pertencentes a uma faixa etária mais avançada que a minha, com especial agrado. Muitas são as carcaças que afirmaram a vontade de ir mas nada fizeram para contrariar a inércia de ficar pregados ao sofá a ver novela portuguesa que nem ata nem desata. Dá gosto ver a plateia dos “...enta” aos pulos – vá, a bater o pé – ao som de uns ainda mais velhinhos músicos de qualidade. E é um facto que eles estão em forma. Não deve ter havido centímetro quadrado de extenso palco que não tenha sido pisado pelo Mick Jagger e não é o aparato cénico que nos faz ficar absorvidos pelo espectáculo.
Por tudo isto, apelo e sugiro, a todos, dos oito aos oitenta, que vão a este género de acontecimentos. Os mais velhos não se vão arrepender. Vão sentir o sangue a fervilhar-lhes nas veias e reviver os tempos áureos da juventude que já lá vai, quando saírem das instalações tortos da cerveja que ingeriram. Os mais novos vão viver uma experiência transcendente sem comparação. Que o diga a Amélia que me acompanhou a ver The Who (a nossa idade somada não chegava a do próximo espectador mais novo) mas ficou mais fascinada com a dança de um personagem isolado no topo da bancada.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Dotes culinários


Engane-se aquele que julgava só me ver a escrever duas linhas sobre o tópico. Uma já cá vai! Todos me atiram à cara que não sei cozinhar, o que bem vistas as coisas até é coisa para ser verdade. Mas também não é preciso estarem-no sempre a apontá-lo, caramba! Eu até assumo, e dizem que isso é o primeiro passo para cura. O segundo deve ser saber acender o fogão, porque de micro-ondas já sei eu do assunto! Sou exímio a operar com o instrumento! E nunca li o manual. Aliás acho que ler livros de instruções só uma ínfima parte da população o faz, a par aí de fazer um castelo de cartas com 4 ou 7 andares de altura! As mulheres são incapazes de o fazer, não sei por preguiça, isto ou aquilo, o que é certo é preferem ver um qualquer aparelho deitar fumo e depois chamar “o homem” da especialidade a lerem qualquer coisa com letras minúsculas que não tenha anúncios de roupa. Os homens sabem sempre tudo ou então “já estava estragado”! Mas verdade seja dita, creio possuir o mais anacrónico mas mais eficaz aparelho emissor de radiações electromagnéticas jamais concebido; uma vez que 1 minuto dá para tudo, desde o descongelar o pão ao aquecer o prato pré-confeccionado.

Eu até vos podia enganar pois tenho 3 fotografias a cozinhar, se bem que duas são a fingir na minha recente incursão à Casa Milà do Antoni Gaudi e não fosse eu estar de phones do guia na cabeça e não haver fumo que ninguém topava a farsa.

A minha mãe é a mais desgostosa pela mina inaptidão para a cuisine. Chegou a investir na minha formação ao comprar-me um livro da especialidade na Feira destes e ao enviar-me, em Erasmus, para longe dela, por período suficiente de tempo. Teve azar, comi sempre refeições preparadas por outrem. Não por ser cromo e ter sacado uma miúda que me confeccionasse pitéus durante toda a minha estadia mas porque o destino não quis que eu e arte de cozinhar juntássemos trapozinhos ao colocar-me numa residência com arrecadações a que chamavam quartos e que não possuam cozinhas. Deste modo, o máximo que fiz nesses meses, foi cortar frutas para uma panela cheia de sangria Don Simon que eu prório comprei a 20 coroas no Carrefour que depois passou a Tiesco. Isto porque já tenho reputação no que diz respeito a cortar limas para fazer caipirinhas!

Assim, e para terminar, as refeições preparadas integralmente por mim podem ser contadas pelos dedos de uma mão, se bem que só me recorde de uma. E podem ser contadas pelos dedos de uma mão porque nunca cozinhei o suficiente para deixar um dedinho na bancada! Agora que falo nisso, a minha glória neste capitulo deve-se mesmo a um dedo cortado. No Sudoeste do ano passado um amigo meu conseguiu cortar o dedo ao tentar abrir uma garrafa de Sagres, facto que teve que omitir quando deu entrada no posto médico pois o festival era patrocinado pelos rivais da Super Bock. Não vos divulgo o nome do meu amigo pois, perante tal situação (falo da incursão na tenda de primeiros socorros por um cortezinho e não pelo corte em si), tomar-lhe-iam equivocamente por rabeta e ele até sacou muita fanfa nesses dias! Mas com o gajo na tenda médica não tive outro remédio senão fazer-me a vida e maquinar um jantar rico em proteína, constituído por arroz, atum e ovo cozido! Feito isso, nos dias que correm, só me sentirei completo e em paz com a minha pessoa quando conseguir juntar harmoniosamente uma mão cheia de alimentos. Este é o meu próximo passo!

Top gatunos


3 - Jesse James – o mítico cowboy do Faroeste assinou o brilhante sequestro ao comboio inter-regional que ligava Jefferson City a Les Moines e enchou os bolsos para o resto da vida!


2 - Dani Ocean – Este ladrão e sua pandilha de larápios confiscam uma incalculável fortuna a um magnata dos casinos!


1 - Olegário Manuel Bártolo Faustino Benquerença – este homem do apito já conseguiu assoprar os roubos de maiores proporções na superliga!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Boas


Hoje na minha habitual e matinal incursão pela segunda circular rumo ao emprego fui bastante tempo atrás de uma carrinha branca daquelas para levar uma família de ciganos ou outro qualquer tipo de material. E quando digo bastante tempo não estou a exagerar, pois como devem constatar pela informação do trânsito que assola todos os noticiários radiofónicos e televisivos, as Torres de Lisboa ou o Radar andam sempre de mãos dadas com a segunda ponte do Feijó, Pina Manique, Recta dos Comandos ou Alto da Boa Viagem. Eu já nem dou ouvidos a estes noticiários pois são a coisa mais repetitiva do mundo juntamente com os filmes pornográficos e as memórias descritivas que se escrevem no meu local de emprego. A propósito, renovaram-me o meu contrato e não gosto de andar atrás de carrinhas brancas dessas grandes pois tapam-me a visibilidade e vejo-me obrigado a reduzir o tempo de travagem. Mas estas carrinhas têm a vantagem ou de pertencerem a uma família de bimbos e portanto serem um atractivo visual a nível de decoração ou de terem uns anúncios que nos dá para manter entretido uns segundos. A que eu segui hoje era de uma empresa que se chama “Bom dia”. É simpático darem-me os bons dias durante a hora que estou metido num engarrafamento mas é um nome, no mínimo, estúpido para se dar a uma empresa. Imaginem que telefonam para lá e a telefonista até é simpática e tem o bom hábito de cumprimentar após identificar a empresa. No caso de efectuarmos o contacto telefónico no período matinal corremos o risco de ouvir um duplo bom dia ao passo que se telefonarmos após o almoço vamos pensar que esta está um pouco baralhada com o “Bom dia. Boa tarde!”. Se for empresa para trabalhar à noite não há como não pensar que a telefonista anda metida nos copos – “Bom dia. Boa Noite!”.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Imperfeições

Penso ser bom moço e julgo ser fácil, de má índole e prática corrente dizer mal dos outros com o único desígnio de nos valorizarmos comparativamente no que diz respeito a características menos positivas que outrem possa ter mais vincada. É por estas e por outras e com intuito de me demarcar dos demais, que contrastando com o meu primeiro post me proponho a enveredar num lhano exercício de prospecção interior e reconhecer defeitos inerentes à minha pessoa.

Deste modo, começo por confessar em exclusivo que sou incapaz de assobiar alto. Já tentei inúmeras vezes das mais variadas maneiras e feitios! Não dá! Com os mindinhos na boca, com os conjuntos em simultâneo de indicador e dedo médio em paralelo ou até com o par polegar e indicador em forma de “nhecus” e exercitando os músculos flexores e rotadores... mas simplesmente não dá! Já usei toda a combinação possível de extremidades dos meus membros superiores e não dá! Às vezes, a ciência está mesmo na simplicidade e outrora cheguei a tentar este sinal sonoro sem dedos, mordendo ligeiramente o lábio inferior, assim como fazem os mitras para chamar atenção de uma dama ou do Flávio que vai distraído do outro lado da rua! O resultado é invariavelmente o mesmo e acabo a cuspir-me todo feito anormal. A cuspir, por sua vez, já não sou mau e uma vez fiquei em segundo numa competição para ver quem atira a pastilha mais longe quando o Gonçalo decidiu comprar lá nas tasquinhas de Rio Maior, após a terceira caipirinha, umas pastilhas-bola-gigante caras com’o caraças e que mal cabiam na boca e faziam doer os molares de sobremaneira.

Outro defeito que possuo é a inelasticidade de movimentos, e aproveitando estarmos a falar de dedos, não consigo chegar com estes das mãos, aqueles, ali ao longe, dos pés, isto sem dobrar as pernas claro está. Por acaso sempre que falo em defeitos lembro-me de uma qualidade e há uma particularidade do meu corpo humano que tenho especial orgulho, que é o de não possuir um segundo pododactilo (dedo do pé) maior que o primeiro porque bem vistas as coisas deve haver uma certa harmonia e agrada-me que as dimensões destes sigam os números que os denominam.

Para finalizar esta auto-mutilação verbal com que me presenteio guardo para o fim a minha maior falha, a capacidade de fazer balões com pastilhas elásticas! Sim, ando a tentar este número desde pequenino e sempre sem registo de um único caso de sucesso! Já muita gente partilhou comigo as suas técnicas e já comi muita pastilha de muita espécie; elas foram bubalicious, foram super-gorila, chicletes, sem açúcar mas tiveram sempre o mesmo destino – o caixote do lixo, sem nunca terem atravessado aquele momento de glória para que foram concebidas, o balão! Tentei tudo! E tudo implica o achatamento da pastilha antes da moldagem e colocação nos dentes para posterior assopramento enquanto se segura com os dedos todos enfiados na cavidade bucal. O que numa comparação feliz é como andar de bicicleta com rodinhas, só um totó é que não consegue!

Por agora me despeço com um conselho milenar – Não aceitem pastilhas elásticas ou qualquer outra doçaria, quando vindas de um estranho.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Observância de preceitos religiosos

Nunca acreditei muito em Deus. A não ser quando estava à rasca para passar num exame ou assim. E sempre que não consigo desencantar uma desculpa para não ir à Igreja numa daquelas datas especiais torna-se um esforço imensurável não adormecer. Isto porque não sou homenzinho para por palitos nos olhos. Dá ares de que dói! Na verdade ouvir aquele Padre dos Jerónimos; o monocórdico que com mais ou menos, mais para mais do que para menos, ou pelo menos não tanta assim, boa-fé deu a noticia – e isto ouvi eu – de que o “Pai Natal não existe” e logo num dia em que o templo cristãos estava pejado de putos; é qualquer coisa de muito chato. Só mesmo ao nível de ouvir aquele gajo naquele canal que tem 3 barras de índices económicos a passar em rodapé a velocidades distintas.
Começando por citar Charles Baudelaire que um dia disse “Deus é o único ser que, para reinar, nem precisa existir.” – frase que, com a qual concordo mas que apenas coloquei aqui porque acho que dá pinta à coisa – vou justificar a minha falta de crença no Senhor. E vou fazê-lo com factos, porque como alguém disse, este agora já não sei quem foi “contra factos não há argumentos”.
Pois então se o
criador do Universo fosse um ser supremo, infinito e perfeito, pela lógica das coisas teria criado um Mundo perfeito para nós habitarmos. E, vamos aqui ser sinceros, este planeta está longe de ser perfeito. Nem sequer vou arrumar a questão com a fome no mundo e com as guerras porque há muita menina a querer virar top-model e muito rapazinho a ver o Rambo e a brincar com os Action Man em criança. Sem ir muito longe, basta a ir à Amadora ou até à Quarteira agora que há auto-estrada, para ver que o mundo não foi acabado com primor ou requinte. Depois, nos tempos que correm ainda há muita miúda com buço.
OK, o sacana pode não ter elevado sentido estético mas a sua existência não está em causa! Estão enganados! Se a Nossa Divindade alguma vez existisse, o clube que enverga a cruz de Cristo ao peito já teria muito mais títulos e os sarrafeiros do Boavista ainda andavam a zero.
O mundo é tão mal gerido como o nosso país e nunca ouvi ninguém gabar tanto um politico sem ser a malta de Gondomar ou Felgueiras! A única diferença de Deus para os nossos políticos é que Este ao menos não faz promessas. A ver os pastorinhos, são os únicos que conheço a terem falado com ele e nunca ganharam nada com isso. Nem uma chave do Totobola. Ou foi com Nossa Senhora? Não obstante, Religião e Moral já lá vai; se Ele fosse verdade nunca teria dado ao incompetente do São Pedro o cargo de reger as condições climatéricas. Quantos já são os fins-de-semana a meio do ano que ele manda chuva para eu não poder ir à praia?

Comerciais

Não gosto deles! De comerciais. E não gosto deles, de todos os tipos!
A diesel, brancos e só com dois lugares. Não falo do ponto vista do conceito pois não tenho petizes para levar no banco e sempre é mais tralha que se mete sem discernimento critico na bagageira. Agora parece-me a mim, frequentador diário do asfalto, que a malta da brigada da rede teve que chumbar naqueles cursos de condução defensiva. Só assim consigo explicar a condução assassina de muitos deles! Eu até não tenho propensão para a estereotipização barata de indivíduos mas este “condutor comercial” dá ares de quem cumpre uma composição metódica e articulada de disposições legais que obriga a ser uma besta ao volante!
Outra casta de comerciais que não me apraz e chega até a repugnar-me são os vulgos vendedores. Seja do que for. Só recentemente, aquando da minha inserção no mundo do oficio remunerado é que comecei a ter contacto com esta espécie mas... Há gajo mais chato? Por acaso até há – os vendedores de bíblias (esses também são comerciais à sua maneira); os mormons*; as velhotas que impingem (não sei se é grates ou não) revistas religiosas; e afins. Ah, e um gajo que eu não ma lembra o nome mas que às vezes tenho o azar de o encontrar nuns barzinhos!
E atenção fumar mata! Deixem-se disso!

*nota: mormons são tipos sem barba que andam aos pares, tocam às campainhas e se apelidam de Santos dos Últimos Dias, com letra grande e tudo. Haja Santa Paciência para eles!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Grandes desperdícios


Quando se fala em desperdícios há logo quem pense no ponta-de-lança que depois de transpor o guarda-redes atira com displicência ao lado. Eu, pessoalmente, não me consigo decidir entre feriados aos fins-de-semana – como este dia de Portugal que calhou num domingo - e as moças bem popózudas que o Ronaldo, o jogador da bola brasileiro com aquelas dentolas , já sacou!

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Criançada

Todos os anos civis, pelo primeiro dia do sexto mês se celebra o dia da criança. Eu há muito que não sou brindado nesta data e agrada-me pensar que tal facto se deve aos meus progenitores reconhecerem no seu descendente natural, portanto eu, um elevado sentido de maturidade que se vai manifestando há um largo período de anos. Nem a minha avó me dá os tradicionais 5 euros do “ vai lá beber um cafezinho, Bernardo!”. Eu não me chateio que me troquem o nome quando isto envolve o recebimento de uma determinada quantia monetária, qualquer que ela seja. É mais ou menos quando os arrumadores, vulgos “carochos” levam o correspondente dos 50 paus com um “Fica bem Sócio!”. É por estas e por outras que os meus procriadores também não levam nada no dia deles. Se ainda houvesse “Dia dos Pais” em detrimento da versão separada “Dia do Pai” e “Dia da Mãe”, talvez tivessem mais sorte.
Não obstante, a verdade é que eu gostava de voltar à infância. Acho essa vida de petiz toda muito mais simples. É verdade que há escola e às vezes castigos. Mas entre a escola e o trabalho parece-me que opto pela escola. Na escola há recreio e mais tempo livre. Para alguns sortudos, nalguns colégios, as meninas até andam todas de saía. Claro que os putos até podem contra-argumentar que o vencimento salarial lhes permitiria adquirir grandes montantes de doces mas eles tem armas muito fortes – a choradeira desalmada e o beicinho! Eu hoje até tenho herpes labial, uma versão modo doente para distraído ver do beicinho e não me trouxe sorte nenhuma! Presentes nem vê-los!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Preocupações


Reli o meu blog. Após absorver toda a informação, constatei com inquietação que os temas abordados são invariavelmente os mesmos, mais ou menos. E são eles, miúdas e, mais vexatório, casas de banho! Com franqueza, não vos posso prometer não tocar mais nestes assuntos mas hoje decidi falar de algo radicalmente diferente. Vou falar de flores e de choquinhos fritos. Não tenho é muito por onde me alargar no que respeita ambos.
Flores há muitas. Como os chapéus. E há dos mais variados tipos e feitios. Eu não percebo nada disso e acho que só ofereci uma na vida. Teve que ser. Foi uma rosa, como não podia deixar de ser, mas também porque para além destas só conheço os girassóis, tulipas e malmequeres. E como era para uma rapariga, ou era isso ou um arranjo floral que ultrapassava em larga escala o meu orçamento. Acho que o ter dito “rapariga” foi uma prolixidade pois nunca tive conhecimento de um oposto de género sexual que gostasse de receber flores. Adiante, não devo ser um romântico incurável pois creio que oferecer/receber flores é, por assim dizer, uma parvoíce (a história da minha obsessão por casas de banho só vem confirmar a coisa). A minha mãe que faz anos no mesmo dia que eu, é sempre presenteada/bombardeada com dezenas de ramos florais em tão solene data e torna-se inevitável não pensar que aquele orçamento podia ser gasto de maneira bem mais proveitosa com oferendas para o seu rebento. Eu, em minha defesa, tenho a dizer que quando ofereci a rosa o fiz no dia 13 de Fevereiro, portanto estrategicamente na véspera do dia dos namorados, altura em que os preços ainda não subiram em flecha e se pode sempre reclamar originalidade. Sobre o dia dos namorados, apraz-me também dizer que sou contra. Este ano, para agravar as coisas, todos esses enamorados em conjunto com a nação benfiquista entupiram as artérias Lisboetas e conseguiram com que eu demorasse a módica quantia hora e meia a chegar a casa!
A propósito de choquinhos fritos, essa especialidade de Setúbal não tenho mesmo muito a comunicar uma vez que, vai-se a ver e nunca provei! Mas como não gosto de moluscos posso quase-quase afirmar categoricamente que não posso apreciar tal prato gastronómico.
Aaaah! Sinto mesmo que isto foi uma lufada de ar fresco literária! Sinto um novo perfume nestas linhas. Também, pudera, dado o teor dos textos anteriores...